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2 meses

Média de mortes por covid sobe para 603 e é a mais alta em quase 2 meses

Sala de espera lotada no Pronto Socorro do Hospital Municipal da Lapa, em São Paulo - Lucas Borges Teixeira/UOL
Sala de espera lotada no Pronto Socorro do Hospital Municipal da Lapa, em São Paulo Imagem: Lucas Borges Teixeira/UOL

Do UOL, em São Paulo

07/12/2020 18h41Atualizada em 07/12/2020 20h40

O Brasil registrou hoje mais 426 mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando a média móvel semana de óbitos para 603, o número mais alto em quase dois meses e um aumento de 23% no índice em comparação com 14 dias atrás.

Hoje é o quarto dia consecutivo de aceleração, depois de um período de sete dias de estabilidade, conforme mostra o levantamento foi feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. A última vez que o Brasil registrou média acima de 600 foi em 10 de outubro.

O país soma oficialmente 177.388 óbitos provocados pela doença desde o início da pandemia. De ontem para hoje, houve 25.123 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no país. Desde o começo da pandemia, o total de infectados chegou a 6.628.065.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil registrou 376 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, foram 177.317 óbitos provocados pela doença em todo o país desde o início da pandemia.

De ontem para hoje, houve 20.371 novos casos de covid-19 no Brasil. Desde o começo da pandemia, o número de infectados pelo novo coronavírus subiu para 6.623.911.

Ainda segundo o governo federal, 5.801.067 pessoas se recuperaram da doença, com outras 645.527 em acompanhamento.

17 estados e DF em alta

Ao todo, 17 estados e o Distrito Federal seguem com tendência de aceleração na média móvel de mortes, ao passo que apenas quatro registraram queda. Cinco estados se mantiveram estáveis.

Entre as regiões, três apresentaram tendência de alta na média móvel de mortes: Nordeste (35%), Norte (16%) e Sul (72%). Já Centro-Oeste (-9%) e Sudeste (10%) estão estáveis.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (13%)

  • Minas Gerais: estável (10%)

  • Rio de Janeiro: queda (-16%)

  • São Paulo: aceleração (34%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (117%)

  • Amazonas: queda (-26%)

  • Amapá: aceleração (77%)

  • Pará: estabilidade (14%)

  • Rondônia: aceleração (105%)

  • Roraima: aceleração (23%)

  • Tocantins: aceleração (100%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-22%)

  • Bahia: estável (15%)

  • Ceará: aceleração (69%)

  • Maranhão: estável (-9%)

  • Paraíba: aceleração (60%)

  • Pernambuco: estabilidade (37%)

  • Piauí: aceleração (36%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (152%)

  • Sergipe: aceleração (45%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: aceleração (16%)

  • Goiás: queda (-43%)

  • Mato Grosso: aceleração (20%)

  • Mato Grosso do Sul: aceleração (76%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (84%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (63%)

  • Santa Catarina: aceleração (74%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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