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11 meses

Com 796 óbitos em 24 h, Brasil completa 5 dias de alta na média de mortes

Brasil se aproxima da marca de 6,7 milhões de casos confirmados de covid-19 - Eduardo Anizelli/Folhapress
Brasil se aproxima da marca de 6,7 milhões de casos confirmados de covid-19 Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/12/2020 19h03Atualizada em 08/12/2020 20h15

O Brasil registrou hoje mais 796 mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas e completou cinco dias com tendência de alta na média móvel de mortes. O levantamento foi feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Ao todo o Brasil já tem 178.184 óbitos provocados pela doença desde o início da pandemia. Houve 47.850 novos casos para a doença registrados de ontem para hoje em todo o país. Desde o começo da pandemia, o total de infectados pelo novo coronavírus no Brasil chegou a 6.675.915.

Foram em média 617 óbitos nos últimos 7 dias, uma variação de 31% na comparação com 14 dias atrás. Ontem o país voltou a ter média de mortes acima de 600, um fenômeno que não ocorria desde 10 de outubro.

Dados da Saúde

Segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 842 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, houve 178.159 óbitos em todo o país causados pela doença.

De ontem para hoje, houve 51.088 diagnósticos positivos para o novo coronavírus, elevando o número de infectados no país para 6.674.999 desde o começo da pandemia.

Ainda de acordo com o governo federal, 5.854.709 pessoas se recuperaram da doença, com outras 642.131 em acompanhamento.

Apenas três estados têm queda na média móvel

Ao todo, 17 estados e o Distrito Federal seguem com tendência de aceleração na média móvel de mortes, ao passo que apenas três registraram queda. Seis estados se mantiveram estáveis.

Entre as regiões, três apresentaram tendência de alta na média móvel de mortes: Nordeste (32%), Norte (26%) e Sul (65%). Já Centro-Oeste (1%) e Sudeste (7%) estão estáveis.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (24%)

  • Minas Gerais: aceleração (16%)

  • Rio de Janeiro: estável (5%)

  • São Paulo: aceleração (47%)

Região Norte

  • Acre: estável (-8%)

  • Amazonas: queda (-26%)

  • Amapá: aceleração (44%)

  • Pará: estável (9%)

  • Rondônia: aceleração (87%)

  • Roraima: estável (-8%)

  • Tocantins: aceleração (122%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (-14%)

  • Bahia: aceleração (19%)

  • Ceará: aceleração (52%)

  • Maranhão: queda (-17%)

  • Paraíba: aceleração (67%)

  • Pernambuco: aceleração (33%)

  • Piauí: estável (9%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (263%)

  • Sergipe: aceleração (32%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: aceleração (18%)

  • Goiás: queda (-31%)

  • Mato Grosso: aceleração (33%)

  • Mato Grosso do Sul: aceleração (67%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (75%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (47%)

  • Santa Catarina: aceleração (82%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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