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Coronavírus

Conteúdo publicado há
11 meses

Doria acredita em aprovação da CoronaVac até 15 de janeiro pela Anvisa

Do UOL, em São Paulo

09/12/2020 17h05Atualizada em 09/12/2020 19h05

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou hoje que espera ter a aprovação da CoronaVac pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até o dia 15 de janeiro. O Instituto Butantan irá enviar os resultados da terceira fase de testes da vacina à agência no dia 15 de dezembro. A etapa é a última antes da aprovação do imunizante.

"Haverá aprovação oficial da Anvisa, eu não tenho dúvida nenhuma de uma vacina que já se mostrou segura e tem se apresentado eficaz na Europa e na Ásia e cujos resultados aqui de 13.500 pessoas, médicos e paramédicos que foram testados, será entregue formalmente na terça-feira dia 15 de dezembro à Anvisa. Tenho segurança absoluta que a Anvisa até o dia 15 de janeiro vai emitir seu parecer e autorizar a vacina do Butantan, a CoronaVac", explicou Doria, após participar da entrega da Penitenciária de Registro, no Vale do Ribeira.

Na segunda-feira, a Anvisa afirmou em nota que o documento que determina a aprovação da vacina, chamado de relatório de inspeção, deve ficar pronto entre 30 de dezembro de 2020 e 11 de janeiro de 2021, caso todas as etapas processuais sejam cumpridas.

Um dia depois, durante a reunião com governadores, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, explicou que a aprovação de qualquer vacina pela Anvisa deve demorar 60 dias. No mesmo encontro, ele foi cobrado por Doria, sobre as razões de o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não ter investido recursos na CoronaVac.

Em áudios obtidos pela colunista do UOL Carla Araújo, Doria (PSDB) questiona a razão de o governo federal já ter gasto cerca R$ 2 bilhões com fabricantes de imunizantes que não têm nenhum registro e nenhuma vacina pronta e não ter investido "nenhum real na Coronavac do Butantan".

"Seu ministério vai comprar a CoronaVac, sendo aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], sim ou não, ministro?", questionou Doria.

Ao responder ao tucano, Pazuello diz que gostaria de manter com ele a mesma forma "educada e gentil" de tratamento, mas depois acabou alfinetando o desafeto político de Bolsonaro.

"Eu já respondi isso, a todos os governadores, quando a vacina do Butantan, que não é do estado de São Paulo, tá governador? Ela é do Butantan, eu não sei por que o senhor fala tanto como se fosse do estado", disse o ministro da Saúde.

Doria anuncia vacinação em São Paulo para o dia 25 de janeiro

Durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na última segunda-feira (7), Doria anunciou o PEI (Plano Estadual de Imunização), que começará a vacinar profissionais de saúde e idosos acima dos 70 anos a partir do dia 25 de janeiro.

"No estado de São Paulo, a vacinação está programada para começar no dia 25 de janeiro. A fase 1 será destinada para profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos. A escolha do público-alvo levou em conta a incidência de óbitos, um total de 77% das mortes por covid foi concentrado nas pessoas acima de 60 anos", explicou o governador.

O executivo paulista já firmou acordo para ter 46 milhões de doses do imunizante —o que é suficiente para vacinar 23 milhões de pessoas, já que são necessárias duas doses. A primeira fase da vacinação deve contar com 18 milhões de doses (ou seja, para 9 milhões de pessoas). O tempo previsto entre a primeira e a segunda dose é de 21 dias.

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