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10 meses

Doria criou pânico na sociedade, diz Caiado sobre vacinação em SP

O governador Ronaldo Caiado (DEM) ao lado do governador João Doria (PSDB) - Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress
O governador Ronaldo Caiado (DEM) ao lado do governador João Doria (PSDB) Imagem: Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

11/12/2020 21h06

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou hoje que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criou pânico na sociedade ao anunciar data para início da vacinação no estado. Em entrevista à CNN, Caiado criticou a criação de um plano estadual para aplicação da CoronaVac.

"Você não pode implantar um plano que é restrito a São Paulo ou a quem simpatiza com o governador quando o processo de pandemia se trata de saúde pública", afirmou ele. "O que se pede no momento é aquilo que já existe há 48 anos no Brasil: uma política nacional de imunização".

Hoje, Caiado disse ter sido informado pelo ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, que "toda e qualquer vacina registrada" que seja produzida no país ou importada será requisitada pela pasta para o combate à covid-19.

O governador de Goiás lembrou que, no início da pandemia, o governo federal usou a prerrogativa de requisição administrativa, para solicitar respiradores de estados como o Pernambucano.

Segundo Caiado, o plano estadual de vacinação de Doria não passa de uma "politização do assunto". "Ele criou um pânico na sociedade. Como um estado pode se autodeclarar autossuficiente e dar a vacina a quem deseja?", criticou o governador.

Doria quer criar uma separação entre o Brasil rico que pode comprar a vacina e o que é pobre ou que não é a base eleitoral dele.

Caiado negou que a atitude do governo federal seja um confisco da vacina. Mais cedo, o governador de São Paulo criticou a suposta MP (Medida Provisória) que estaria sendo preparada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"A União demonstra dose de insanidade ao propor uma MP que prevê o confisco de vacinas. Vamos cuidar de salvar vidas e não interesses políticos", escreveu ele no Twitter.

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