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Coronavírus

Filha de político faz vídeo com CoronaVac; frasco está vazio, diz Butantan

Douglas Porto

Do UOL, em São Paulo

12/01/2021 21h05Atualizada em 13/01/2021 16h26

Juliana Rangel, filha do ex-prefeito de Ponta Grossa (PR) Marcelo Rangel (PSDB), apareceu em um vídeo na rede social TikTok exibindo um frasco de vacina com o logo do Instituto Butantan. A jovem de 19 anos escreveu no post a mensagem "vacina da covid".

Procurado pela reportagem do UOL, o Butantan confirmou que o exemplar em questão é da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Porém, ressaltou que o frasco estava vazio e era apenas uma amostra.

No vídeo, Juliana participa de um desafio onde uma voz narra: "Mostre alguma coisa que você tem em casa que provavelmente mais ninguém tenha e que você acha muito legal". É nesse momento que a garota mostra o frasco do imunizante.

Em 10 de dezembro, Marcelo Rangel, quando ainda era prefeito da cidade do interior paranaense, celebrou em postagem nas redes sociais, ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a assinatura de um contrato de parceria do município com o Butantan e o governo paulista para recebimento do imunizante.

"Está feito! Ponta Grossa firma convênio com o Instituto Butantan e o Governo de São Paulo para distribuição da vacina em nossa cidade", comemora Rangel.

O UOL tentou entrar em contato com a atual administração do município e com o ex-prefeito, porém não obteve retorno.

Processo para uso emergencial

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou hoje que está prevista para o próximo domingo (17) a decisão da diretoria colegiada do órgão sobre os pedidos de autorização emergencial das vacinas contra o novo coronavírus.

Foram submetidas para análise na última sexta-feira (8) a vacina CoronaVac e a da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

No domingo, o Butantan começou a enviar a documentação pendente, mas, até o momento, 5,47% da documentação ainda não foi apresentada, segundo site de monitoramento lançado pela agência. Até as 19h20 de hoje, 40,7% da análise já fora concluída, e 33,7% estava pendente de complementação. Outros 20,13% ainda estavam sendo estudados.

O governo paulista precisa da autorização da Anvisa para realizar seu plano estadual de imunização, cuja primeira fase está prevista para começar no próximo dia 25 de janeiro.

Após divulgar taxas de eficácia parciais da CoronaVac de 78% na semana passada, o Governo de São Paulo revelou hoje que a eficácia geral da vacina, que engloba todos os grupos analisados nos testes clínicos, é de 50,38%. O resultado era muito aguardado para avaliar de forma mais completa a vacina contra a covid-19 do Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O número já era esperado, como antecipou o UOL ontem, numa previsão de que a eficácia geral ficasse entre 50% e 60%. Como o mínimo exigido para a aprovação pela Anvisa é de 50%, o número de 50,38% está dentro do aceitável e também atende aos padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde). Os pesquisadores afirmam que 0,3% dos voluntários apresentaram reações alérgicas e não foram registrados efeitos adversos mais graves.

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