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Governadores cobram de Pazuello plano para distribuição de doses de vacina

Ofício cobrando o ministro foi assinado pelo governador do Piauí Wellington Dias (PT) - Reprodução/Instagram
Ofício cobrando o ministro foi assinado pelo governador do Piauí Wellington Dias (PT) Imagem: Reprodução/Instagram

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

15/01/2021 10h12

O Fórum Nacional de Governadores cobrou do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, uma definição sobre quantas doses de vacina contra o novo coronavírus serão distribuídas para cada estado e município. O ofício foi formalizado no final do dia de ontem e é assinado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que está à frente dessas tratativas com o Ministério da Saúde.

"[Considerando o Plano Nacional de Imunização], vimos ressaltar a urgente necessidade de definição de uma proposta que defina as quantidades de doses, do primeiro lote, que serão distribuídas para cada estado e municípios e ainda a indicação de data para a qualificação dos recursos humanos que atuarão diretamente no processo de aplicação do imunizante", escreveu o governador no ofício.

"A presente solicitação baseia-se na necessidade que cada estado e municípios terá (sic) para preparar estratégias de organização e logística relacionadas à comunicação, distribuição e aplicação do imunizante", complementou a nota.

Após reunião com o ministério da Saúde, ontem, a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) informou que o ministro Pazuello prometeu o início da vacinação para quinta-feira (21). No domingo (17), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fará uma reunião técnica para decidir se autoriza ou não o uso emergencial (para grupos específicos) das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan, e Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A expectativa do Ministério da Saúde é aplicar 8 milhões de doses das vacinas em janeiro, sendo 2 milhões da Fiocruz, que precisam ser importadas da Índia, e 6 milhões do Butantan, que já estão em São Paulo.

Ambas as vacinas só poderão ser aplicadas se houver aval da Anvisa. Ontem, a agência cobrou dos dois laboratórios informações que faltam entre os documentos que pedem a liberação de uso emergencial. Os documentos são fundamentais para a análise dos pedidos, segundo a Anvisa.

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