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Conteúdo publicado há
1 mês

'Cedo para dar resposta', diz porta-voz da Índia sobre exportar vacina

Avião da Azul que trará vacina de Oxford da Índia decola do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, rumo ao Recife - Divulgação
Avião da Azul que trará vacina de Oxford da Índia decola do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, rumo ao Recife Imagem: Divulgação

Carolina Marins e Sara Baptista

Do UOL, em São Paulo

14/01/2021 23h00

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, disse hoje que o país ainda está avaliando a possibilidade de exportar doses de imunizante produzidos em seu território e que é "muito cedo" para dar uma resposta. A declaração ocorreu um dia antes de o Brasil enviar um avião para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford em Mumbai.

Srivastava participava de uma coletiva de imprensa semanal quando foi perguntado sobre a exportação. "Você deve lembrar que o primeiro-ministro da Índia disse na semana passada que a capacidade de produção e fornecimento indiana para vacinas será usada para o benefício de toda a humanidade em lutar contra essa crise", respondeu o porta-voz.

E como você deve saber o processo de vacinação está apenas começando na Índia, é muito cedo para dar uma resposta específica sobre o fornecimento a outros países, sobre como ainda estamos avaliando a produção que devemos usar e a entrega. Isso deve demorar algum tempo.

Embora o porta-voz não tenha falado especificamente do Brasil, a pergunta dos jornalistas presentes citava o envio do avião brasileiro.

O Brasil havia prometido enviar nesta quinta-feira um avião saindo do Recife para a Índia na intenção de trazer os imunizantes. A aeronave saiu de Viracopos, em Campinas (SP), e fez escala no Recife. A partida da capital pernambucana, no entanto, foi adiada para esta sexta às 23h. O Ministério da Saúde informou apenas um problema de "logística internacional".

A imprensa indiana diz que o Brasil pode ter se precipitado ao anunciar a importação das doses.

Nesta quinta, o ministro Eduardo Pazuello se reuniu com a Frente Nacional de Prefeitos e prometeu distribuir 8 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan, a CoronaVac, e da de Oxford.

Segundo o ministro, a vacinação no Brasil está prevista para começar no próximo dia 21, embora a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não tenha aprovado nenhum imunizante. A resposta da agência deve sair apenas no domingo (17).

O início da campanha, no entanto, contava com as doses de imunizantes vindas da Índia. O ministério havia informado inicialmente que a vacinação começaria no dia 20 em todo o país, porém, com o atraso do voo de hoje, a data foi alterada para 21.

O UOL procurou com o Ministério da Saúde e aguarda uma resposta. Ela será incluída quando for enviada.

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