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Coronavírus

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1 mês

Impulsionado por aceleração no Norte, Brasil tem 1.058 novos óbitos

Manaus tem mais de 500 pessoas na espera por um leito hospitalar em meio a severa crise de casos da covid-19 e falta de oxigênio - Carlos Madeiro/UOL
Manaus tem mais de 500 pessoas na espera por um leito hospitalar em meio a severa crise de casos da covid-19 e falta de oxigênio Imagem: Carlos Madeiro/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/01/2021 18h27Atualizada em 26/01/2021 21h37

O Brasil chegou hoje ao sexto dia consecutivo com média de mortes por covid-19 acima de mil. Nos últimos sete dias, foram 1.058 óbitos em média provocados pela doença — maior número desde 4 de agosto, quando registrou 1.066. A alta média é impulsionada pela aceleração na região Norte (94%). O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado nos dados das secretarias estaduais de saúde.

Nas últimas 24 horas, foram computadas 1.206 novas mortes causadas pela covid-19. Desde o início da pandemia, a doença provocou 218.918 óbitos em todo o país. Isso não indica quando as mortes de fato ocorreram, mas, sim, a data em que passaram a constar dos balanços oficiais.

Este é o quarto dia seguido no qual o país apresenta as maiores médias móveis de mortes em cinco meses. No sábado (23), domingo (24) e na segunda (25), foram, respectivamente, 1.021, 1.030 e 1.055 — esta última era, até então, a mais alta verificada desde 4 de agosto.

A variação da média móvel, na comparação com 14 dias atrás, foi de 6%, o que representa estabilidade, ainda que em números muito altos.

Das regiões, apenas o Sul teve queda (-25%). Além do Norte, Centro-Oeste (34%) também apresentou aceleração. As demais tiveram estabilidade: Nordeste (-1%) e Sudeste (1%).

Dos estados, 17 mais o Distrito Federal tiveram estabilidade. Cinco apresentaram aceleração e quatro tiveram queda.

De ontem para hoje, houve 63.626 diagnósticos positivos para o coronavírus no Brasil. O número de infectados chegou a 8.936.590 desde o começo da pandemia.

Vacinação no país

O país chegou hoje a mais de 840 mil vacinados contra a doença. No total, 844.015 pessoas foram imunizadas até o momento, de acordo com as informações divulgadas pelas secretarias de saúde de 17 estados e do Distrito Federal.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil registrou 1.214 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. O total de óbitos causados pela doença em todo o país chegou a 218.878 desde o início da pandemia.

De ontem para hoje, foram computados 61.963 casos de covid-19 no Brasil. Desde o começo da pandemia, o número de infectados subiu para 8.933.356.

Segundo informações do governo federal, 7.798.655 pessoas se recuperaram da doença, com outras 915.823 em acompanhamento.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-3%)

  • Minas Gerais: aceleração (20%)

  • Rio de Janeiro: estável (-13%)

  • São Paulo: estável (3%)

Região Norte

  • Acre: estável (13%)

  • Amazonas: aceleração (157%)

  • Amapá: queda (-30%)

  • Pará: estável (15%)

  • Rondônia: estável (15%)

  • Roraima: aceleração (200%)

  • Tocantins: estável (-9%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (13%)

  • Bahia: estável (7%)

  • Ceará: estável (-4%)

  • Maranhão: estável (-15%)

  • Paraíba: estável (1%)

  • Pernambuco: estável (-13%)

  • Piauí: estável (15%)

  • Rio Grande do Norte: estável (5%)

  • Sergipe: estável (-4%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (15%)

  • Goiás: aceleração (77%)

  • Mato Grosso: aceleração (60%)

  • Mato Grosso do Sul: estável (-11%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-33%)

  • Rio Grande do Sul: queda (-17%)

  • Santa Catarina: queda (-17%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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