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Vacina da Janssen tem bom resultado e vantagem enorme, diz infectologista

Diferente dos demais imunizantes contra a covid-19, vacina da Johnson & Johnson terá dose única - iStock
Diferente dos demais imunizantes contra a covid-19, vacina da Johnson & Johnson terá dose única Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

24/02/2021 16h43Atualizada em 24/02/2021 16h43

O infectologista e diretor do Hospital Albert Einstein, Luis Vicente Rizzo, comemorou a eficácia da vacina desenvolvida pela farmacêutica Janssen, da companhia Johnson & Johnson, que será aplicada em uma única dose, ao invés de duas. A declaração foi feita durante uma entrevista transmitida pela GloboNews na manhã de hoje.

"A própria estrutura da vacina permite que o imunizante principal dentro do adenovírus seja trocado com rapidez, caso a gente precise para usar em uma variante. São bons resultados e é ótimo ter mais de uma vacina. Essa é mais uma tecnologia diferente do que nós estamos acostumados a ver."

O infectologista também ressaltou a importância de valorizar a ciência em situações de 'crise humanitária'.

Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante da Janssen é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19. Os números foram levantados a partir de um teste global com quase 44 mil pessoas.

Na visão do diretor do Einstein, essa dose única é uma vantagem diante do surgimento crescente de variantes do coronavírus.

"Os dados sugerem que 28 dias após a vacinação você já tem imunidade plena, que é algo que não é conquistável com outras vacinas. Essa vacina apresenta uma arma a mais [contra a covid-19]. Tivemos tanque, avião, agora temos míssil teleguiado. Temos ganho de amplitude, porque não sabemos que variantes vêm pela frente."

O especialista explicou ainda que devido à tecnologia utilizada para produzir a vacina, é possível facilitar o processo logístico. Os imunizantes da Janssen não precisam ficar sob baixas temperaturas, o que permite o uso de uma cadeia de refrigeração simples e mais agilidade na distribuição.

A eficácia do imunizante varia de região para região por uma série de fatores. Entre eles, está a variação e o grau de circulação do vírus. Nos EUA, a eficácia variou de 72% a 66% na América Latina. Já na África do Sul, onde há uma variante em disseminação, a vacina foi 85% eficaz para impedir que ocorram casos graves da doença.

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