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MP-RJ faz alerta sobre descarte para evitar comércio de vacinas desviadas

Vistorias do MP-RJ reveleram más condições de armazenamento de frascos vazios de vacinas contra a covid-19 no Rio de Janeiro - Erbs Jr./FramePhoto/Estadão Conteúdo
Vistorias do MP-RJ reveleram más condições de armazenamento de frascos vazios de vacinas contra a covid-19 no Rio de Janeiro Imagem: Erbs Jr./FramePhoto/Estadão Conteúdo

Gabriel Sabóia e Eduardo Militão

Do UOL, no Rio e em Brasília

05/03/2021 11h23Atualizada em 05/03/2021 12h16

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) fez uma série de recomendações à Secretaria Municipal de Saúde da capital fluminense sobre o descarte de frascos utilizados da vacina contra a covid-19.

Vistorias realizadas pelo órgão em postos de saúde do Rio revelaram más condições de armazenamento das ampolas vazias. O controle dos frascos utilizados é necessário para evitar desvios e a falsificação de doses das vacinas, vendidas clandestinamente no mercado paralelo.

Em documento encaminhado ao secretário de Saúde, Daniel Soranz, o MP-RJ pede para que as salas de descarte das vacinas sejam isoladas e que câmeras de segurança sejam instaladas nesses ambientes dos locais de imunização.

O órgão verificou que em alguns postos de saúde, os materiais ficavam dentro de salas sem fiscalização e com entrada livre. A poucos metros das caixas com dezenas de frascos descartados, pessoas circulavam livremente.

Sem o controle dos frascos, algumas fraudes podem ocorrer: os volumes do imunizante que sobram dentro de seringas depois de aplicações da vacina podem ser concentrados dentro de uma ampola vazia, formando assim uma nova dose a ser vendida no mercado paralelo.

Além disso, os frascos sem imunizantes podem ser usados para receber líquidos sem efeitos farmacológicos, vendidos como doses falsas da vacina.

A reportagem entrou em contato com o secretário Daniel Soranz, que disse ainda não ter sido notificado. Ele terá dez dias para responder ao MP-RJ sobre as condições irregulares de armazenamento. O documento também pede para que as autoridades da capital fluminense evitem filas e aglomerações em postos de saúde.

Restrições entram em vigor hoje

A partir de hoje entram em vigor as novas medidas restritivas para combater o avanço da covid-19 no Rio. As ações valem a partir das 17h e vão até o dia 11 de março, quando serão reavaliadas.

As restrições foram adotadas após alerta da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) sobre o aumento do número de casos e mortes por covid-19.

Bares e restaurantes só poderão abrir ao público entre 6h e 17h com circulação limitada a 40% da capacidade instalada, incluindo-se aqueles que funcionam em shoppings.

Os estabelecimentos podem funcionar após as 17h com serviço de entrega, mas o sistema take away fica proibido. O proprietário pode ser multado caso descumpra as determinações, e o estabelecimento interditado pela PM mesmo sem a presença de um fiscal da prefeitura.

Boates, casas de show e rodas de samba que estavam funcionando com capacidade reduzida, agora estão proibidos.

A partir de hoje também fica proibida a permanência de pessoas entre 23h e 5h em praças e áreas públicas da cidade, mas a livre circulação está mantida. Isto é: após as 23h, o pedestre não poderá parar em locais públicos ou estabelecimentos.

Caso a pessoa esteja, por exemplo, voltando do trabalho ou indo a uma farmácia, não será multado. Porém, não poderá parar em algum lugar para encontro com outras pessoas. Se surpreendido por fiscais, será multado em R$ 562,42 — antes o valor era de R$ 112,48 — a partir da identificação pelo CPF.

Com relação ao banho de mar ou a permanência na areia — tanto para tomar sol ou praticar atividade física — nada foi alterado. Porém, quiosques, ambulantes e barraqueiros estão proibidos de exercer atividades até a próxima semana.

Com relação ao estacionamento na orla, a prefeitura não fez qualquer alteração. As áreas de lazer podem funcionar normalmente no fim de semana com o fechamento das pistas junto ao calçadão na zona sul.

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