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Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Onze cidades de SP registram transmissão de novas variantes do coronavírus

Leonardo Martins, Lucas Borges Teixeira, Rafael Bragança e Allan Brito

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

05/03/2021 14h18

Onze cidades do estado de São Paulo já apresentam transmissão comunitária das cepas de Manaus e do Reino Unido, o que significa que os casos não são mais importados. De acordo com o governo estadual, foram feitos 44 diagnósticos de novas variantes.

"São cepas que estão circulando na nossa população, por isso a velocidade de contaminação de uma pessoa para a outra", afirmou Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, lembrando o pior momento da pandemia que o estado vive atualmente, com uma média de três pacientes com covid-19 internados a cada dois minutos.

O balanço apresentado pelo secretário da gestão do governador João Doria (PSDB) evidencia que a transmissão, principalmente da P.1, a variante de Manaus, considerada uma das responsáveis pelo aumento dos casos que causou o colapso do sistema de saúde em cidades do interior.

A maior parte das cepas identificadas vem justamente das primeiras cidades a terem problemas com a ocupação máxima de leitos: Jaú e Araraquara. As variantes se originam em mutações do vírus, que são favorecidas quando a circulação do coronavírus é mais intensa em determinada região.

Novas cepas identificadas no estado

Variante de Manaus

  • 12 casos em Araraquara
  • 10 em Jaú
  • 4 em Lençóis Paulistas
  • 3 em Lins
  • 3 em Bauru
  • 2 em São José dos Campos
  • 1 em São Paulo
  • 1 em Pederneiras
  • 1 em Dois Córregos
  • 1 em Bocaina

Variante do Reino Unido

  • 5 em São Paulo
  • 1 em Guarulhos

Variantes preocupam

Além da possibilidade de maior transmissão e piora da pandemia, que levou São Paulo a ter apenas atividades essenciais em funcionamento a partir da meia-noite de hoje, as novas variantes do coronavírus também preocupam porque podem fugir à imunidade concedida pelas vacinas contra a covid-19.

No início da semana, Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, disse que o Instituto Butantan está avaliando a eficácia da CoronaVac contra a cepa de Manaus, responsável por causar um colapso no sistema de saúde do Amazonas no início do ano.

"O Butantan está concluindo análises sobre eficácia contra a variante de Manaus. Há eficácia, em testes na China, contra variantes do Reino Unido. Esperamos ter resultados até o final dessa semana para a variante de Manaus. Estamos otimistas porque a CoronaVac é feita por vírus inativado, não é feita por proteína específica", afirmou Menezes na última segunda-feira (1).

Outro perigo causado pela circulação de novas variantes é a combinação delas e o surgimento de novas mutações. Recentemente, cientistas brasileiros diagnosticaram casos de pessoas com coinfecções, ou seja, contaminadas por cepas diferentes do coronavírus ao mesmo tempo.

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