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De dez exames, Dracena (SP) identifica nove casos de variante da covid-19

Resultados identificaram a presença da variante P1 da covid-19, detectada inicialmente no Japão em pessoas que estiveram em Manaus - Getty Images
Resultados identificaram a presença da variante P1 da covid-19, detectada inicialmente no Japão em pessoas que estiveram em Manaus Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

05/03/2021 12h27Atualizada em 05/03/2021 13h41

A Prefeitura de Dracena (SP) disse hoje que, de uma coleta de dez exames, em nove resultados foi identificada a presença da variante P.1 do novo coronavírus, detectada inicialmente no Japão em pessoas que estiveram em Manaus.

A coleta dos exames foi feita pelo Laboratório São Lucas, em Dracena, e enviada para a rede de laboratórios Dasa, em Barueri (SP), que revelou os resultados para a prefeitura do município no interior de São Paulo.

Em nota no site da prefeitura, a médica coordenadora da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes com covid-19 da Santa Casa de Dracena, Aline Damasceno, disse que o poder público local estará "em reunião o dia todo para tratar sobre isso".

"Iremos entrar em contato com o Hospital Emílio Ribas, procurar uma alternativa, saber um pouco mais a respeito dessa cepa. O comportamento dos pacientes, a evolução da doença é totalmente diferente e muito mais agressiva", afirmou.

A coleta dos exames veio após suspeita de que o avanço da pandemia na cidade, que precisou adotar toque de recolher noturno e lockdown aos finais de semana, se devesse à provável presença da variante P.1 no município.

Dados preliminares de um estudo conduzido pela USP (Universidade de São Paulo) apontam que a P.1 já é a cepa predominante em Araraquara, cidade também localizada no interior de São Paulo e que enfrenta um colapso no sistema de saúde.

Outros dados preliminares, estes de um estudo de pesquisadores da USP e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), sugerem que a variante pode driblar os anticorpos produzidos pela CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan e em uso no Brasil.

A variante de origem amazonense também é motivo de preocupação internacional. Logo após o Reino Unido registrar casos da cepa, o premiê britânico, Boris Johnson, defendeu medidas restritivas na fronteira para conter a entrada de mais viajantes contaminados com a P.1.

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