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1 mês

Governo fecha acordo com Pfizer e anuncia 14 milhões de doses até junho

Ministro da Economia anunciou antecipação de doses após reunião com CEO da Pfizer - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Ministro da Economia anunciou antecipação de doses após reunião com CEO da Pfizer Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo, e Colaboração para o UOL, em Brasília e em Florianópolis*

08/03/2021 11h56Atualizada em 08/03/2021 14h56

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fechou um acordo com a Pfizer que prevê a entrega de 14 milhões de doses de vacina contra covid-19 da farmacêutica norte-americana até junho, sendo que haverá uma antecipação de 5 milhões de doses do laboratório neste período, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, em rápida entrevista no Palácio do Planalto.

Bolsonaro e ministros participaram de uma reunião com a cúpula mundial do laboratório no qual, pelas palavras de Guedes, houve um acerto para que a Pfizer aumentasse a oferta de imunizantes para o Brasil. Entretanto, a assinatura do contrato ainda não foi formalizada.

O ministro afirmou que o CEO da Pfizer, Alberto Boula, prometeu a entrega antecipada de cinco milhões a mais em razão do aumento da produção diária da vacina. A previsão era de que a Pfizer entregasse nove milhões até o fim do primeiro semestre de 2021. Agora, informou Guedes, a quantidade salta para 14 milhões.

"Eles vão aumentar o lote de curto prazo, vão dar mais cinco milhões de doses. O maior lote estava no último trimestre do ano. Eles aumentaram o lote de curto prazo e a antecipação do que seria para o último trimestre para o terceiro trimestre", afirmou o ministro, em entrevista coletiva aos jornalistas após a reunião.

De acordo com o representante do Ministério da Saúde na reunião, o assessor Airton Soligo, está mantida a estimativa de 99 milhões de doses em 2021, alterando somente as datas do cronograma.

"Tínhamos uma previsão da Pfizer de 99 milhões de vacinas esse ano. O que prevê o contrato: 2 milhões em maio, 7 milhões em junho e 10 milhões até o início do último trimestre. O que presidente da Pfizer garantiu ao presidente Bolsonaro hoje: a antecipação de 5 milhões do segundo semestre para maio e junho", alegou Soligo.

No anúncio, ele confirmou a antecipação das doses pelo governo federal. "Ou seja, dos 9 milhões que nós tínhamos previsto, se incorporarão mais 5 milhões de doses, passando para 14 milhões", seguiu.

Soligo informou ainda que, depois da entrega dos 14 milhões de doses, existe a previsão de o Brasil receber mais 10 milhões por mês entre julho e outubro.

Em nota, a Pfizer disse considerar que Brasil é um de seus "parceiros mais valiosos e importantes globalmente" e que a empresa e o laboratório alemão BioNTech "estão firmemente comprometidos com o acesso equitativo às vacinas para pessoas em todo o mundo".

"Vacinação em massa é prioridade"

Vacinação ganhará cinco milhões a mais de doses da Pfizer até junho - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Segundo Guedes, a "vacinação em massa é prioridade" para a recuperação econômica do país.

"Nós todos sabemos que é a solução para o Brasil agora. Vamos vacinar para dar a imunidade do povo brasileiro e manter os sinais vitais da economia brasileira porque a vida e economia andam juntas", comentou.

"Vacinação em massa é a primeira prioridade brasileira. A Fiocruz está aumentando produção. É isso que vamos fazer: vacinar e manter economia em movimento", complementou.

Apesar do anúncio adiantado por Guedes, ainda falta "escrever e assinar" o contrato, mas o ministro garantiu que o acordo ficou estabelecido na reunião. "Está fechado", afirmou.

Para ele, é necessário estabelecer a compra com o representante do imunizante por "estar havendo uma disputa muito grande". "A Europa está ameaçando proibir exportações da produção da Pfizer, então tem restrições, porque todos querem vacinar suas populações", comentou.

A Pfizer foi a primeira vacina a conseguir registro para uso definitivo no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As demais receberam a autorização em caráter emergencial. Segundo a Anvisa, a representante antecipou a liberação por conta da agilidade na entrega da documentação.

Bolsonaro reconhece "agressividade" do vírus

Durante a reunião virtual com os executivos da Pfizer, Bolsonaro afirmou que gostaria de fechar contrato para a compra de vacinas do laboratório norte-americano diante da agressividade do coronavírus no Brasil.

"Todo esse momento quero apenas agradecer a gentileza desse encontro, reconhecemos a Pfizer como uma grande empresa mundial, grande espaço no Brasil também e, em havendo, repito, possibilidades, nós gostaríamos de fechar contratos com os senhores até pela agressividade que o vírus tem se apresentado no Brasil", disse Bolsonaro, em curto trecho divulgado em uma rede social.

"Muito obrigado a todos, bom dia e Deus nos abençoe", concluiu o presidente.

(Com Reuters)

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