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3 meses

Rui Costa anuncia contrato assinado por Sputnik; BA compra 9,7 mi de doses

Governador baiano comemorou celebração do acordo: "Foram seis meses de trabalho intenso" - Reprodução/Facebook
Governador baiano comemorou celebração do acordo: "Foram seis meses de trabalho intenso" Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

15/03/2021 18h13

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou hoje que o contrato para a compra da vacina russa Sputnik V foi assinado e prevê a aquisição de 9,7 milhões de doses pela administração baiana. O acordo faz parte de uma negociação do Consórcio Nordeste com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que fornecerá 37 milhões de doses ao Brasil.

A previsão foi feita em vídeo gravado por Rui Costa após se reunir virtualmente com o Kirill Dmitriev, presidente da entidade russa. Também participou da reunião o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), presidente do Consórcio Nordeste.

Segundo o governador baiano, as doses negociadas pelo Consórcio começarão a chegar no Brasil em abril. A primeira remessa será de 2 milhões de doses. Depois, serão mais 5 milhões em maio, 10 milhões em junho e 20 milhões em julho.

"Contrato celebrado! A compra da Sputnik V está garantida e receberemos as primeiras doses em abril. Foram seis meses de trabalho intenso até este dia histórico na luta contra a covid-19", escreveu Costa em publicação feita no Twitter.

Apesar de as doses da Sputnik V terem sido negociadas pelos estados nordestinos, os custos serão depois repassados ao SUS (Sistema Único de Saúde), que também ficará responsável pelo transporte, armazenamento e distribuição das vacinas.

A incorporação das doses ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) foi definida anteontem, em reunião dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Um dia antes, na sexta-feira (12), a pasta havia assinado um acordo para o fornecimento de 10 milhões de doses da vacina russa diretamente ao governo federal.

O imunizante ainda precisa de um aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser aplicado no Brasil. Para isso, é esperado que o laboratório União Química, que produzirá a vacina no Brasil, faça o quanto antes o pedido de uso emergencial para a Anvisa.

A Sputnik V também pode ser liberada para a aplicação graças a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou a compra de vacinas contra a covid-19 por estados e municípios. A determinação prevê que esses imunizantes têm um prazo de 72 hora para serem avaliados pela Anvisa caso já tenham sido aprovados por uma das agências sanitárias nacionais de Estados Unidos, União Europeia, Japão e China — a Sputnik V foi aprovada na Rússia e também na Argentina.

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