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8 meses

Brasil produzirá insumos para fabricar vacina nacional a partir de abril

Meta é que em maio o país já tenha imunizante 100% nacionai fabricado com insumos locais - Reprodução/GloboNews
Meta é que em maio o país já tenha imunizante 100% nacionai fabricado com insumos locais Imagem: Reprodução/GloboNews

Natália Lázaro

Colaboração para o UOL, em Brasília

17/03/2021 11h49Atualizada em 17/03/2021 12h28

O Ministério da Saúde anunciou que vai começar a produzir insumos (IFA) para desenvolvimento de vacinas contra covid-19 no Brasil a partir de abril. O planejamento é que em maio o país já tenha imunizantes brasileiros fabricados com material nacional.

O anúncio foi feito pelo ministro Eduardo Pazuello, após visita a fábrica de Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da qual também participou o novo ministro da pasta, Marcelo Queiroga.

"Hoje, o IFA é importando de empresas da China e da Índia. O Brasil é dependente de insumos patológicos da China e India. Isso quer dizer que se fechar a torneira nós não temos material para produzir a vacina. Essa é a verdade, nunca tivemos", pontuou Pazuello, ao defender ter conseguido possibilidade de produção do IFA ainda em seu mandato.

De acordo com o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, a Fiocruz espera iniciar a produção dos lotes 100% nacionais em maio para entrega das vacinas "a partir de meados do segundo semestre".

"É uma tecnologia nova, muito complexa e tem dificuldades para a gente conseguir colocar ela em marcha. Mas nosso pessoal está trabalhando muito, dedicado e estamos muito avançados. Nossas instalações já estão praticamente com todas as adequações prontas. Nós esperamos em abril já estar esperando a Anvisa para a certificação das nossas condições técnicas operacionais para que a gente possa começar a produção dos lotes experimentais a partir de maio", comentou.

Estes são os últimos dias de Pazuello à frente da Saúde. Quem vai assumir a pasta é o médico Marcelo Queiroga, que está em fase de transição, como anunciado ontem pela dupla. Eles foram à fábrica da Fiocruz buscar o lote de 500 mil vacinas fabricadas em Bio-Manguinhos com insumos importados da Índia pela Serum.

"Também é muito importante o alinhamento da Fiocruz com governo federal. É uma Instituição de estado com ações alinhadas com as políticas de governo. Não tenho dúvidas disso. É assim que funciona e posso falar aos senhores que estamos muito bem alinhados", alegou.

Ontem, a presidente da Fundação, Nísia Trindade, anunciou que a Fiocruz deve entregar 1,08 milhão de vacinas esta semana, apesar de só ter repassado o lote com 500 mil hoje. Para março, estão previstas 3,8 milhões de doses do imunizante à Saúde.

Durante Comissão Externa de enfrentamento à covid-19 na Câmara dos Deputados, ela também informou que vai entregar cerca de 20 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca por mês, a partir de abril.

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