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Coronavírus

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1 mês

País tem 282.400 mortos, mas líder do governo vê situação 'até confortável'

Deputado disse que a gestão da pandemia cabe ao presidente, aos governadores e prefeitos conjuntamente - Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Deputado disse que a gestão da pandemia cabe ao presidente, aos governadores e prefeitos conjuntamente Imagem: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Colaboração para o UOL, no Rio

17/03/2021 09h25Atualizada em 17/03/2021 18h09

O líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), disse hoje que a situação do Brasil na pandemia do coronavírus "não é tão crítica" comparada aos outros países. "É uma situação até confortável", afirmou o parlamentar, em entrevista à GloboNews.

As declarações de Barros foram feitas um dia depois de o Brasil atingir o maior número de mortes em um único dia desde o início da pandemia. De acordo com o consórcio de imprensa, do qual o UOL faz parte, ontem o país teve 2.798 óbitos provocados pela doença. No total, 282.400 pessoas já morreram no país em decorrência da covid.

"É natural que haja nesse momento, de pico de pandemia, um repique da pandemia. Não esperávamos ter esse aumento de casos, e acontece mundialmente. Já estamos com o sistema de UTIs mais estruturado, mas ainda assim temos tido, em alguns lugares, o esgotamento da rede", disse ele, que foi ministro da Saúde no governo Michel Temer (MDB).

O deputado tentou amenizar as responsabilidades do governo federal na gestão da pandemia. Ao comentar a pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrando recorde da rejeição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na gestão de crise sanitária, o parlamentar se limitou a dizer que trata-se de "uma critica permanente das decisões do governo".

Nosso sistema de saúde responde, está melhor no tratamento às pessoas do que a maioria dos países de primeiro mundo (...) Estamos com vários contratos de entrega de vacinas e alguns estão atrasados, para o mundo todo. Mesmo a Organização Mundial da Saúde não está conseguindo cumprir o seu cronograma de entregas de vacinas
Ricardo Barros

Para o governista, as ações na pandemia não dependem apenas do governo federal. Ele diz que as decisões são discutidas com representantes dos governos estaduais e municipais.

"A maioria dos municípios tem gestão plena da saúde, alguns não. Então, prefeitos, governadores e a União têm responsabilidade (...) Recentemente, o governador Doria mandou fechar os municípios, as praias, e os prefeitos não obedeceram. Então, o comando do governo federal não é automaticamente cumprido na ponta pelos estados e municípios", defendeu.

Novo ministro

Ao falar do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, Barros diz acreditar que ele fará uma boa atuação à frente da pasta. O deputado enxerga a compra de vacinas como prioridade de Queiroga.

Ele sabe o que tem e o que deve ser feito. Tem obviamente o comando do governo central, mas sabe que a tarefa é acelerar a vacinação, negociar adiantamento de entrega de doses, trazer novos fornecedores que tenham possibilidade de entrega antecipada da vacina em relação às compras já feitas, e com isso nós podemos avançar
Ricardo Barros

O deputado defendeu o alinhamento do novo ministro da Saúde com o presidente Bolsonaro. O parlamentar citou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) para reforçar a importância da política da pasta ser a mesma do governo federal.

"O ministro tem a sua convicção. Ele sabe que está subordinado ao presidente da República, que ele faz parte de uma equipe de governo e isso é muito bom (...) Os outros (ministros) que fizeram voo solo ficaram inviabilizados e não ajudaram o Brasil. O Mandetta, ao se inviabilizar como ministro, não ajudou o Brasil, abandonou o barco", criticou.

O parlamentar, no entanto, não vê com bons olhos a intensa troca no Ministério da Saúde. Com a futura nomeação de Queiroga, a pasta terá seu quarto líder apenas durante a pandemia. "Isso não é bom para a política de saúde", resumiu.

Errata

Diferentemente do informado em versão anterior do texto, Ricardo Barros é do PR, e não do RR; Michel Temer é do MDB, e não do DEM. As informações foram corrigidas.

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