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4 meses

Após cobranças, Saúde faz requisição para distribuir remédios de intubação

Leitos de UTI do Hospital de campanha da Arena Fonte Nova, em Salvador - Mateus Pereira/Governo da Bahia
Leitos de UTI do Hospital de campanha da Arena Fonte Nova, em Salvador Imagem: Mateus Pereira/Governo da Bahia

Do UOL, em São Paulo

18/03/2021 16h14

O Ministério da Saúde anunciou hoje que requisitou administrativamente 665.507 medicamentos de intubação para distribuir aos estados. De acordo com a pasta, os insumos devem durar um período de 15 dias, considerando o consumo médio mensal.

Até o momento da requisição, só 24 estados e o Distrito Federal haviam enviado ao governo federal informações sobre o consumo de medicamentos de intubação. Não encaminharam dados os estados do Pará e Santa Catarina.

"Por meio da análise realizada semanalmente com os dados de consumo médio mensal, o Ministério da Saúde aplica critérios objetivos [como a curva epidemiológica e a quantidade de leitos] e, de forma tripartite, realiza a distribuição", informou a Saúde em comunicado.

O movimento do Ministério da Saúde é uma resposta a possível falta de medicamentos para o processo de intubação de pacientes com dificuldade de respirar. O alerta foi disparado ontem pelo presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Eduardo Lula.

Nesta semana, boletim do observatório covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) refletiu o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil, como definiu o laboratório. Das 27 unidades federativas do Brasil, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS (Sistema Único de Saúde) iguais ou superiores a 80%, sendo 15 com taxas iguais ou superiores a 90%.

Em ofício enviado hoje ao Ministério da Saúde, membros da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) pediram à pasta e ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "providências imediatas" para conter o aumento sem precedentes no número de contaminados pelo coronavírus no país e da pressão sobre o sistema de saúde das cidades.

No documento, os prefeitos citam a crise enfrentada por Manaus no início do ano apontam para um cenário mais grave para o país já nos próximos dias, com a possibilidade de falta de oxigênio e de medicamentos para sedação de pacientes intubados em diversas cidades.

Com o cenário, cidades e estados começam a tomar medidas mais duras. São Paulo anunciou hoje que vai antecipar feriados para tentar aumentar o isolamento social. Em todo o estado, a taxa de ocupação de leitos de UTI, até quarta-feira (17), era de 89,9%.

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