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Lira cita falta de 'retorno correto' da Saúde e vê vacinação longe do ideal

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

18/03/2021 12h13Atualizada em 18/03/2021 12h30

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), citou hoje uma falta de "retorno correto" por parte do Ministério da Saúde, ainda sob a gestão do general Eduardo Pazuello, e disse enxergar a vacinação contra a covid-19 longe do ideal.

A declaração foi dada em live com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes promovida pelo portal ConJur. Lira cobrou união no combate à pandemia e citou declaração conjunta com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), relativa à necessidade de vacinação em massa contra a covid-19.

Nos últimos meses, os congressistas têm acompanhado de perto questões relacionadas a vacinas e feito cobranças sobre o cronograma de fornecimento de imunizantes.

Inclusive, o Congresso foi procurado pelos governadores para ser uma espécie de protagonista em meio às incertezas quanto ao plano nacional de vacinação contra a covid-19.

"Gerou uma certa celeuma, certa crise, porque toda uma programação que depende de inúmeros fatores, e nós estávamos acompanhando 'pari passu' (lado a lado), não tivemos um retorno correto por parte, em determinado momento, do Ministério da Saúde. E causou toda essa crise aí com o ministro Pazuello, que muitas vezes se tenta evitar qualquer conversa", disse Lira.

"Numa programação de março, penso ainda que estamos longe de atingir o número ideal de vacinados. E é necessário que tomemos todas as providências, sem apontar culpados, sem apontar dedos. Apontando justamente vacinas para todos", acrescentou, ao lembrar da alta dos casos de covid-19 no país.

Lira defendeu indicação de médica para Saúde

Antes de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmar a troca de Pazuello pelo cardiologista Marcelo Queiroga no comando do Ministério da Saúde e em meio a análises de possíveis candidatos, Lira defendeu publicamente a também cardiologista Ludhmila Hajjar como um bom nome.

O presidente da Câmara afirmou que o combate à pandemia do coronavírus exige "competência técnica", mas "ainda mais uma ampla e experiente capacidade de diálogo político".

Após sofrer uma fritura nas redes sociais pela base bolsonarista mais radical e divergências com Bolsonaro em reunião no Palácio do Alvorada, Ludhmila acabou sendo preterida ao posto.

Com a escolha por Queiroga como novo ministro da Saúde, Bolsonaro abalou a relação com o centrão e mostrou que a opinião dos filhos políticos é mais forte do que o grupo que sustenta a base aliada no Congresso. Mesmo assim, ainda não há uma perspectiva de racha.

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