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Bolsonaro é melhor amigo do coronavírus, diz Flávio Dino sobre ação no STF

Governador do Maranhão, Flavio Dino, disse que Bolsonaro é "melhor amigo do coronavírus" - Divulgação
Governador do Maranhão, Flavio Dino, disse que Bolsonaro é "melhor amigo do coronavírus" Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

19/03/2021 14h21

O governador do Maranhã, Flávio Dino (PCdoB), chamou de "disparate político" a ação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra os governadores da Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal pedindo a suspensão das restrições devido à pandemia do coronavírus. Para Dino, a atitude mostra que Bolsonaro é "melhor amigo" do vírus.

"O presidente tem sido irresponsável desde o início. Bolsonaro é o melhor amigo e aliado do coronavírus no Brasil. Agora ele resolveu, em vez de combater o coronavírus, combater os governadores", disse Dino durante entrevista com jornalistas para anunciar a prorrogação das medidas restritivas no estado.

"Lamentamos muito essa decisão e tenho convicção de que o STF não vai acatar esse disparate jurídico, uma vez que a própria jurisprudência já interpretou a Constituição, no sentido de que haveria uma competência também concorrente ou comum dos estados e dos municípios", completou.

Dino comentou ainda que convidou o presidente Bolsonaro para participar do Pacto Nacional pela Vida e Pela Saúde e que "ele se excluiu". "Nós fizemos isso há duas semanas atrás e estamos reiterando isso ao presidente da República, do Senado, da Câmara. Estamos por intermédio desse documento, em vez de ser amigo do coronavírus, seja amigo da população que precisa vencer essa doença", completou.

O documento, lançado no início do mês, foi assinado por 21 governadores e debatido com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ele propõe uma ampla pactuação dos três Poderes e das três esferas da Federação, visando ao reforço da luta contra a pandemia do coronavírus.

Os governadores pedem apoio a medidas preventivas e para a manutenção e ampliação de leitos de atendimento. Sob a justificativa de "evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o Brasil e melhorar o combate à pandemia", o documento aponta três pontos essenciais: expansão da vacinação, mais compras e busca de solidariedade internacional, seguindo as diretrizes do PNI (Plano Nacional de Imunização).

Assinaram o pacto, além de Dino, os governadores do Pará, Espírito Santo, Ceará, Tocantins, de São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, do Rio Grande do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, da Bahia, Paraíba, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, do Acre, de Minas Gerais, do Distrito Federal e de Roraima.

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