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10 meses

PF apura se vacina aplicada de forma ilegal em empresários de BH é falsa

Polícia Federal apreendeu seringas e outros materiais  - Divulgação/Polícia Federal
Polícia Federal apreendeu seringas e outros materiais Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Mariana Durães

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

30/03/2021 20h01Atualizada em 30/03/2021 21h50

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão da operação Camarote, que investiga a comercialização e aplicação de vacinas contra covid-19 de origem ilícita em empresários do setor de transporte, em Belo Horizonte.

A casa de uma enfermeira, suspeita de vender e administrar as doses, e uma clínica foram os alvos da PF. O filho dela também é suspeito.

A aplicação do imunizante aconteceu no último dia 24 de março, em uma garagem de ônibus, e foi noticiada pelo site da revista Piauí. Os donos da Saritur admitiram, em depoimentos à Polícia Federal na última segunda-feira (29), a aquisição das doses de forma ilegal.

A investigação trabalha em três linhas: apura se as vacinas foram importadas ilegalmente, se foram desviadas do Ministério da Saúde ou se são falsificadas.

Operação Camarote PF - Divulgação/Polícia Federal - Divulgação/Polícia Federal
Cartão de vacinação com data e origem da vacina foi apreendido
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

No local, foram encontrados frascos com soro, seringas, agulhas, luvas e cartões de vacinação, nos quais consta inscrição de que o imunizante seria da Pfizer. A farmacêutica, no entanto, negou a venda fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização brasileiro. O material apreendido passará por perícia.

A mulher e o filho ainda teriam comercializado as vacinas ilegais para outras pessoas, além das já investigadas na operação Camarote. Os dois e um outro homem envolvido foram encaminhados à PF para prestar depoimento.

A Pfizer negou em nota qualquer venda ou distribuição da vacina da empresa no Brasil fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização (PNI), e lembrou que o imunizante ainda não está sequer disponível no território brasileiro.

*Com informações da Reuters.

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