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Santas Casas e hospitais filantrópicos importarão kit intubação da Índia

Santas Casas e hospitais filantrópicos fecham contratos para a importação do kit intubação da Índia e de outros países - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
Santas Casas e hospitais filantrópicos fecham contratos para a importação do kit intubação da Índia e de outros países Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

16/04/2021 20h49Atualizada em 16/04/2021 20h53

Hospitais filantrópicos e Santas Casas fecharam parceria para importar da Índia o chamado kit intubação, composto por anestésicos, sedativos e bloqueadores musculares, para pacientes com covid-19.

A primeira remessa, com 320 mil itens, vai assegurar 30 dias de estoque para 94 instituições. O negócio, de R$ 16 milhões, foi fechado hoje com coordenação da CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas) e articulação do Grupo Techtools.

Segundo o presidente da CMB, Mirocles Véras, a expectativa é dar apoio aos 1.824 hospitais filantrópicos do SUS (Sistema Único de Saúde). "A primeira importação só contempla 94 hospitais, especialmente as instituições com maior escassez, em regiões onde os índices de internação continuam altos, mas é apenas um fôlego inicial".

Entre a importação e o abastecimento real dos hospitais, o prazo é de até 20 dias. "Até lá continuam os esforços diários junto à indústria nacional e até mesmo compartilhamento regional para que não falte [os medicamentos do kit intubação]", acrescentou Véras.

Ainda segundo o presidente, a CMB segue com novos acordos e contratos para receber um volume maior de medicamentos. "As negociações com a Grécia também estão adiantadas e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se comprometeu a auxiliar para que nada atrase o recebimento e efetiva distribuição na chegada ao Brasil".

"É a primeira compra coletiva e importação conjunta do setor, a gravidade da situação nos fez buscar soluções possíveis e contamos com o apoio de empresas parceiras sensibilizadas com o cenário", declarou Véras, ressaltando que a produção nacional não consegue atender a velocidade de consumo. "No exterior a oferta também é mínima e teremos que batalhar para assegurar nossa fatia no mercado internacional".

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