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15 dias

Rússia anuncia que vacina Sputnik V tem eficácia de 97,6% contra a covid-19

De acordo com dados divulgados pelo governo russo, eficácia da Sputnik V é de 97,6% contra a covid-19 - Divulgação
De acordo com dados divulgados pelo governo russo, eficácia da Sputnik V é de 97,6% contra a covid-19 Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

19/04/2021 12h50Atualizada em 20/04/2021 21h23

A Rússia anunciou hoje que a vacina contra a covid-19, Sputnik V, tem eficácia de 97,6% após as duas doses. Os dados preliminares foram divulgados pelo Centro de Pesquisa Gamaleya e pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).

Os números estão baseados em uma análise feita com 3,8 milhões de pessoas. Do total de imunizados entre 5 de dezembro de 2020 a 31 de março de 2021, a taxa de infecção a partir do 35º dia após a primeira dose foi de apenas 0,027%.

Os dados e cálculos da eficácia da vacina serão publicados oficialmente em uma revista médica revisada por pares em maio, de acordo com informações divulgadas pela Sputnik V.

A Sputnik V usa dois vetores diferentes para as duas injeções em um curso de vacinação, proporcionando imunidade com uma duração mais longa do que as vacinas que usam o mesmo mecanismo de entrega para ambas as injeções, segundo a fabricante.

A Rússia afirma que até o momento não foram identificadas alergias fortes causadas pelo imunizante, e que a segurança, eficácia e ausência de efeitos negativos de longo prazo foram comprovadas por mais de 250 estudos clínicos.

A vacina desenvolvida na Rússia foi aprovada para uso em 60 países e ocupa o segundo lugar entre as vacinas contra o coronavírus em todo o mundo em termos de número de aprovações emitidas por reguladores governamentais.

Agora o imunizante passa pela análise da Agência Europeia de Medicamentos. Para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, trata-se da "melhor vacina do mundo".

Anvisa inicia inspeção em fábricas da Sputnik

Cinco técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desembarcaram na Rússia no último sábado (17) e seguem até a próxima sexta-feira (23) para analisar a produção dos imunizantes.

A viagem foi acertada após um telefonema entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o presidente russo, Vladimir Putin, que tratou das dificuldades que a Anvisa vem encontrando de ter acesso a dados necessários para autorização de uso emergencial.

A expectativa é que a viagem sirva para certificar as fábricas e para ter acesso a documentos necessários para a autorização de uso emergencial que ainda não foram entregues.

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