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Covid: Com 1.054 mortes, média de óbitos está acima de 2 mil há 48 dias

Média móvel de mortes dos últimos 7 dias continua acima de 2.000. Hoje, esse número ficou em 2.375 - Eduardo Anizelli/Folhapress
Média móvel de mortes dos últimos 7 dias continua acima de 2.000. Hoje, esse número ficou em 2.375 Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Ana Caratchuk, Douglas Porto, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

03/05/2021 18h33

Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.054 mortes em decorrência da covid-19 em todo o país. O índice é o mais baixo desde 7 de março, quando se consolidou no mesmo valor. Apesar da queda — histórica às segundas-feiras por conta dos esquemas de plantão nas secretarias de saúde, que gera represamento de dados — nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.375 pessoas por dia por complicações da infecção pelo coronavírus no Brasil.

Este é o 103º dia consecutivo com média acima de mil. Há 48 dias, desde 17 de março, o índice se mantém acima de 2 mil. Com isso, o país alcançou 408.829 óbitos desde o início da pandemia. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Com o acréscimo de 37.451 diagnósticos positivos para a infecção pelo novo coronavírus, um total de 14.791.434 pessoas já foram contaminadas. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Já de acordo com as contas do governo federal, foram 983 novos registros de óbito, totalizando 408.622. Pelos dados do ministério, houve 24.619 diagnósticos positivos para o novo coronavírus entre ontem e hoje em todo o país. O total de infectados chegou a 14.779.529, dos quais 13.336.476 pessoas se recuperaram, com outras 1.034.431 em acompanhamento.

A pandemia nos estados

Em três regiões brasileiras, a média móvel de mortes é considerada estável: Nordeste (-2%), Sul (-12%) e Sudeste (-15%). Em outras duas, a média apresenta desaceleração: Centro-Oeste (-37%) e Norte (-28%). No geral, o Brasil apresenta um índice em desaceleração (-16%) na variação de 14 dias.

São 10 estados com estabilidade nos registros, enquanto outros quinze e o DF estão em queda. Apenas o estado do Pernambuco apresentou tendência de aceleração nas mortes por covid-19.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-36%)
  • Minas Gerais: queda (-20%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (1%)
  • São Paulo: queda (-17%)

Região Norte

  • Acre: queda (-18%)
  • Amazonas: estabilidade (-5%)
  • Amapá: queda (-31%)
  • Pará: queda (-25%)
  • Rondônia: queda (-54%)
  • Roraima: queda (-59%)
  • Tocantins: estabilidade (7%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-16%)
  • Bahia: estabilidade (-2%)
  • Ceará: estabilidade (2%)
  • Maranhão: queda (-22%)
  • Paraíba: queda (-20%)
  • Pernambuco: aceleração (26%)
  • Piauí: estabilidade (-7%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (-11%)
  • Sergipe: estabilidade (3%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-42%)
  • Goiás: queda (-45%)
  • Mato Grosso: queda (-31%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-21%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (-6%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-20%)
  • Santa Catarina: estabilidade (-9%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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