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Queiroga isenta Saúde de atraso nas vacinas e cutuca Doria: Faz publicidade

Ministro Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Covid - Jefferson Rudy/Agência Senado
Ministro Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Covid Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Colaboração para o UOL

13/09/2021 16h25Atualizada em 13/09/2021 19h27

Com a falta de estoque da AstraZeneca em São Paulo e outros quatro estados, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a culpa não é da pasta ou da gestão federal. Sem citar o nome do governador paulista, João Doria (PSDB), o gestor falou que a expectativa da população é resultado de "publicidade".

"Vocês podem ver, quem reclama? Quem são os reclamadores crônicos? E aí você verifica as publicidades que fizeram. Não foi o Ministério da Saúde que fez a publicidade nesse sentido", falou.

"Ontem estive em Manaus para habilitar uma UBS fluvial. Lá tinha um posto de vacinação com CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Por que em uma unidade ribeirinha tem vacina e no principal estado do Brasil não tem? Porque lá no estado do Amazonas está se seguindo as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunização)", reforçou o ministro, citando o estado de São Paulo.

O governador de São Paulo tem atribuído a culpa do baixo estoque de AstraZeneca ao Ministério da Saúde. Além disso, Doria ameaçou ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) se não receber até amanhã 1 milhão de doses do imunizante em falta. Ele afirmou ter direito a essa remessa pelo previsto no PNI.

A pasta, no entanto, responsabilizou o governador pelo baixo estoque de AstraZeneca, já que o estado não teria respeitado o calendário de vacina estipulado pelo PNI. Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo teria utilizado doses da segunda leva de imunização para vacinar mais pessoas na primeira rodada, o que a Secretaria de Saúde paulista nega.

"Cada um quer avançar [mais que o outro]. Isso não é aposta de corrida de Fórmula 1, é uma campanha de imunização que vem sendo feita com muito sucesso. As decisões são técnicas", criticou Queiroga.

O ministro pediu que os governadores e prefeitos sigam o previsto pela pasta. "Se seguir o PNI vamos chegar fortes ao final dessa campanha de imunização, que já é um sucesso", completou.

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