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Infectologistas se posicionam contra a flexibilização de máscaras em SP

Homens andam com máscara em rua do bairro de Higienópolis, centro de São Paulo - André Porto/UOL
Homens andam com máscara em rua do bairro de Higienópolis, centro de São Paulo Imagem: André Porto/UOL

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 17h28

A Sociedade Paulista de Infectologia publicou hoje uma nota com posicionamento contrário à flexibilização das medidas de proteção contra a covid-19 no estado de São Paulo. A nota foi divulgada frente à expectativa de liberação das máscaras ao ar livre pelo governo.

Os infectologistas da associação declararam "extrema preocupação" com a possibilidade. Eles ponderaram que, embora a transmissão em ambientes abertos e sem aglomeração seja baixa, a classificação sobre esse cenário é difícil e pode causar confusão ao entendimento da população.

"A flexibilização de medidas protetora difunde uma falsa imagem que a pandemia está resolvida e corremos o risco de novos picos da covid-19, com aumento significativo de casos e internações, com o agravante da atual sobrecarga dos serviços e trabalhadores da área da saúde que passam por falta de contratações e de verbas", diz a nota.

Para os infectologistas, festas de fim de ano e o carnaval tornam a situação ainda mais preocupante, já que aumentam as aglomerações e o fluxo de viajantes. Segundo eles, também deveria ser adotada a exigência de comprovação da vacinação para a entrada no país, bem como de testes de covid-19, em portos, aeroportos e fronteiras terrestres.

Além disso, a diretoria da SPI reitera a necessidade de "manter o distanciamento social, evitar aglomerações e utilizar rigorosamente máscara em ambientes coletivos fechados e abertos, além de higienizar as mãos após qualquer contato com outras pessoas ou com superfícies".

Governador pede reavaliação sobre máscaras

Ontem, o governador de SP, João Doria (PSDB), pediu ao comitê científico do governo uma nova avaliação sobre a desobrigação do uso da proteção ao ar livre, como pretendia fazer a partir de 11 de dezembro. O pedido surgiu após a confirmação de dois casos da nova variante ômicron e a reavaliação será feita até a próxima semana, segundo informou o governo.

"O nosso parâmetro sempre foi o cenário epidemiológico em São Paulo. E, por isso, precisamos saber o impacto da nova variante com a flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos. É necessário ter cautela e avaliar esse novo elemento. O nosso compromisso é com a saúde da população", disse o governador.

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