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Gabbardo vê "alinhamento" para evitar aglomerações em Carnaval e Réveillon

Gabbardo diz que gestores devem avaliar riscos sobre Carnaval e Réveillon - Divulgação/Governo Estadual
Gabbardo diz que gestores devem avaliar riscos sobre Carnaval e Réveillon Imagem: Divulgação/Governo Estadual

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 09h51Atualizada em 01/12/2021 10h03

O coordenador do Comitê Científico de São Paulo, João Gabbardo, disse enxergar um "alinhamento" inédito entre diversas esferas do poder público para evitar que ocorram aglomerações nas comemorações do Réveillon e do Carnaval nos próximos meses.

Em entrevista à CNN Brasil, Gabbardo disse que, embora não haja uma decisão geral e uniforme sobre as festividades, diversos estados e municípios estão sinalizando que não promoverão as datas com eventos oficiais, na tentativa de manter o controle sobre a covid-19 no Brasil.

Ele ainda destacou a postura de Jair Bolsonaro (PL) em relação ao Carnaval, a quem costuma fazer críticas, já que o presidente é contra medidas que buscam o distanciamento social.

"Esse é um momento ímpar no enfrentamento da pandemia, pela primeira vez temos um alinhamento de estrelas. O Ministério da Saúde emitiu uma nota recomendando uso de máscara, distanciamento e vacinação. O próprio presidente está sugerindo que não se faça Carnaval. E gestores públicos têm se manifestado por suspender, cancelar ou não promover estes eventos", disse.

Recentemente, Bolsonaro disse que, por ele, não haveria Carnaval no Brasil. Já prefeitos e estados, aos poucos, têm se manifestado com cautela sobre as festividades. Salvador, por exemplo, cancelou a festa de Réveillon de demonstrando preocupação com a variante ômicron.

"Pela primeira vez tem uma orientação quase que única e informe, acredito que a maioria dos gestores não irá promover estas festividades que podem causar aglomeração. Reduziria bastante os riscos. Se alguém que queira promover, tem que analisar se vale enfrentar o risco", afirmou.

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