PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Covid: Brasil tem 110 mil novos testes positivos conhecidos em 24 h

Desde março de 2020, o Brasil teve 22.925.864 casos notificados da doença a partir de testes - Rodrigo Santos/Secretaria de Saúde do Amazonas
Desde março de 2020, o Brasil teve 22.925.864 casos notificados da doença a partir de testes Imagem: Rodrigo Santos/Secretaria de Saúde do Amazonas

Sara Baptista, Juliana Arreguy e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

14/01/2022 20h03Atualizada em 14/01/2022 20h48

Nas últimas 24 horas, o Brasil teve 110.037 novos testes positivos de covid-19 conhecidos. A média móvel de casos está em alta desde 29 de dezembro e hoje ficou em 68.160. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A última vez que o país registrou mais de 100 mil casos da doença de um dia para o outro foi em 18 de setembro de 2021. No entanto, na ocasião havia inconsistências no sistema utilizado pelo Ministério da Saúde para registro das doenças, o que provocou o represamento de dados. Antes, as mais de 100 mil confirmações de casos ocorreram em 23 de junho e 23 de julho de 2021.

Mesmo altos, esses números ainda podem estar subnotificados porque os dados da pandemia no Brasil ainda sofrem impacto do apagão nos sistemas do Ministério da Saúde, alvo de um ataque hacker em dezembro. Além disso, na quarta-feira, a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) recomendou priorizar a testagem para pacientes com sintomas graves, por avaliar que há um "risco real de desabastecimento".

A média móvel de casos do Brasil está em aceleração (743%) e segue em alta há 16 dias — desde 29 de dezembro. Todas as unidades federativas do país apresentam tendência de alta.

A variação é calculada comparando a média com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se o valor ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre os dois valores, significa estabilidade.

Desde março de 2020, o Brasil teve 22.925.864 casos notificados da doença a partir de testes.

Desde as 20h de ontem, também foram registradas 238 mortes. No total, 620.847 pessoas já perderam a vida em decorrência da covid-19 no país.

A média móvel de mortes da última semana está em 138. O dado calcula a média diária de óbitos a partir dos números dos últimos sete dias. Acre e Roraima não registraram mortes desde as 20h de ontem.

Pelo segundo dia seguido, o Brasil apresenta alta (42%) em relação à média móvel de óbitos. Também apresentam tendência de alta as regiões Centro Oeste (22%), Norte (137%) e Sul (89%). O Nordeste está em estabilidade (-13%) e o Sudeste (-69%) em queda.

Na análise por unidade federativa, há 14 estados com tendência de alta na média móvel de mortes e sete em estabilidade. A tendência é de queda em cinco estados e no Distrito Federal.

As informações, no entanto, ainda podem estar afetadas pelo ataque hacker aos sistemas do Ministério da Saúde.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (-13%)
  • Minas Gerais: alta (61%)
  • Rio de Janeiro: queda (-26%)
  • São Paulo: alta (136%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: alta (63%)
  • Amapá: estabilidade (-14%)
  • Pará: alta (157%)
  • Rondônia: alta (24%)
  • Roraima: queda (-100%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (500%)
  • Bahia: alta (77%)
  • Ceará: queda (-24%)
  • Maranhão: alta (21%)
  • Paraíba: queda (-38%)
  • Pernambuco: queda (-17%)
  • Piauí: alta (143%)
  • Rio Grande do Norte: alta (67%)
  • Sergipe: estabilidade (0%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-46%)
  • Goiás: estabilidade (0%)
  • Mato Grosso: alta (128%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (63%)

Região Sul

  • Paraná: alta (75%)
  • Rio Grande do Sul: alta (29%)
  • Santa Catarina: estabilidade (-7%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Saúde