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4 meses

Estados relatam problemas com entrega de vacinas contra covid para crianças

13.jan.2021 - Chegada do primeiro lote de doses pediátricas de vacina contra covid-19 da Pfizer ao Brasil - Divulgação/Ministério da Saúde
13.jan.2021 - Chegada do primeiro lote de doses pediátricas de vacina contra covid-19 da Pfizer ao Brasil Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde

Bernardo Barbosa e Sara Baptista

Do UOL, em São Paulo

15/01/2022 22h30Atualizada em 16/01/2022 15h21

Pelo menos quatro estados — Goiás, Pernambuco, Paraíba e Paraná — tiveram problemas na hora de receber do Ministério da Saúde a vacina contra a covid destinada a crianças de 5 a 11 anos, informou ao UOL o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, na noite deste sábado.

Lula, que é secretário de Saúde do Maranhão, confirmou à reportagem que houve atrasos em entregas, o que poderia comprometer as doses. O presidente do Conass também contou que vacinas chegaram congeladas em alguns locais.

Os problemas nas entregas foram noticiados primeiro em reportagem publicada pelo jornal O Globo mais cedo neste sábado. Segundo o jornal, secretarias de saúde de outros três estados — Bahia, Minas Gerais e Tocantins — também enfrentaram dificuldades com a entrega feita pelo governo federal, até mesmo o abandono da carga pela empresa responsável. A demora no transporte entre aeroportos e centros de distribuição locais colocou em risco a estabilidade das vacinas.

Segundo a notícia de O Globo, as entregas de doses eram feitas pela empresa VTCLOG e agora passaram a outra companhia chamada IBL. Ao UOL, Carlos Lula disse que a mudança de empresa não foi informada ao Conass.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que o atraso não resultou em "prejuízo de nenhuma vacina pediátrica entregue aos estados e o Distrito Federal".

"A Pasta prestou toda assistência aos entes federados no processo de envio das doses, realizado em tempo recorde para que a imunização infantil tivesse início. A contratação da empresa IBL é decorrente de um processo seletivo, em que concorreram diversas empresas de mercado, inclusive a VTCLOG, que executa, até o momento, o armazenamento de vacinas Pfizer aplicadas em adultos", afirmou o órgão.

Segundo o ministério, o contrato com a IBL "prevê o transporte a temperaturas ultra frias, na faixa dos 60°C aos 90°C negativos, como exige o imunizante pediátrico para que se mantenha a validade original e que não está previsto no atual contrato com a VTCLOG".

Eles também ressaltaram que o ministério ainda apura as falhas relatadas.

Em manifestação enviada ao UOL no domingo (16), a IBL negou que tenha havido abandono de carga. A transportadora disse que a entrega das vacinas "está transcorrendo nos mais altos padrões de segurança exigidos no chamamento público com dispensa de licitação", cuja documentação "é praticamente a mesma de uma licitação regular", e que todas as etapas sob a responsabilidade da companhia "foram cumpridas com excelência, sem qualquer prejuízo ou risco à qualidade das vacinas."

"Não houve, em nenhum momento, comprometimento da integridade das vacinas por perda de temperatura, por exemplo, como tem sido ventilado erroneamente. A IBL Logística trabalha com equipamentos de última geração para garantir o cumprimento das exigências, e um deles, o DataLoggers, uma tecnologia capaz de medir umidade e temperatura de determinados produtos, conforme exigência de cada cliente. Assim, a empresa tem os registros de todos os carregamentos operados até este momento, sem nenhum contratempo", disse a IBL no comunicado.

"A diretoria reforça que, na primeira demanda deste contrato, a IBL Logística entregou 100% da carga antes do prazo contratual (48 horas), dentro da temperatura exigida, com toda documentação comprobatória já em poder do Ministério da Saúde", afirmou a companhia.

Capitais iniciam vacinação; veja datas

Pelo menos 10 capitais brasileiras iniciaram hoje a vacinação de crianças de 5 a 11 anos com o imunizante pediátrico da Pfizer: Aracaju, Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Salvador, São Luís e Vitória.

A primeira criança imunizada no Brasil foi vacinada ontem em São Paulo, em um ato simbólico, mas a imunização na capital paulista só vai começar na segunda-feira (17), mesmo dia em que está previsto o início da vacinação na cidade do Rio de Janeiro.

A vacina pediátrica da Pfizer foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 16 de dezembro após a análise de um estudo feito com 2.250 crianças e de documentos sobre o imunizante. O intervalo entre a primeira e a segunda dose será de quatro semanas, período maior do que recomendado na bula, que é de três semanas.

Veja as datas previstas para o começo da vacinação nas capitais:

  • Belém: 17 de janeiro;
  • Boa Vista: não há data definida;
  • Brasília: 16 de janeiro;
  • Cuiabá: não há data definida;
  • Curitiba: 17 de janeiro;
  • Goiânia: 17 de janeiro;
  • João Pessoa: 16 de janeiro;
  • Macapá: 17 de janeiro;
  • Maceió: 17 de janeiro;
  • Manaus: Ainda sem previsão;
  • Natal: não há data definida;
  • Palmas: 20 de janeiro;
  • Porto Alegre: 19 de janeiro;
  • Porto Velho: 17 de janeiro;
  • Rio Branco: 17 de janeiro;
  • Rio de Janeiro: 17 de janeiro;
  • São Paulo: 17 de janeiro;
  • Teresina: 17 de janeiro.

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