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Anvisa se reúne para avaliar uso de CoronaVac em pessoas de 3 a 17 anos

CoronaVac, do Instituto Butantan, sendo preparada para aplicação - FERNANDO SILVA /ESTADÃO CONTEÚDO
CoronaVac, do Instituto Butantan, sendo preparada para aplicação Imagem: FERNANDO SILVA /ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em Brasília

17/01/2022 20h14

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizou hoje mais uma reunião para decidir se irá aprovar ou não a CoronaVac, do Instituto Butantan, para ser aplicada em pessoas de 3 a 17 anos de idade.

No encontro, a agência apresentou uma parte dos dados sob análise, cedidos pelo Instituto Butantan. Novas fases da avaliação foram estabelecidas para se chegar a um veredito.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que foi entregue para a Anvisa um "dossiê extenso" e que "não está faltando nada" para ser aprovada como opção para crianças e adolescentes. A decisão pode sair ainda essa semana.

"Ela é segura, tem tecnologia de vírus inativado, é a mais segura e é altamente eficiente. Ela reduz óbitos e internações. Esses dados foram apresentados e discutidos com especialistas da China, Chile e Brasil", falou em entrevista para a CNN.

"Esperamos que ainda essa semana possa ter a reunião para decidir favoravelmente pelo uso dessa vacina. O Brasil teve 3 mil óbitos de crianças e adolescentes no ano passado, precisamos vacinar esse público", completou.

Várias cidades iniciaram nesse fim de semana a vacinação contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Até agora, o único imunizante autorizado no Brasil para menores de 18 anos é o da Pfizer.

Se aprovada a da CoronaVac, a autorização terá caráter de uso emergencial. Portanto, "a decisão é tomada pela Diretoria Colegiada, com base em subsídios apresentados pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) e pela Gerência de Farmacovigilância (GFARM)", disse a agência, em nota.

"Cada diretor elaborará seu voto e, caso haja maioria simples para a aprovação, o uso emergencial será concedido", informou.

Na sexta-feira (13), a Anvisa se reuniu com representantes do Butantan, pesquisadores do Chile e infectologistas, para colher mais dados sobre os benefícios de vacinar crianças e adolescentes com a CoronaVac.

A agência tem 14 dias dos 30 do prazo de análise para definir se autoriza ou não o uso do imunizante para a faixa etária.

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