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Movimento antivacina impacta e preocupa, diz presidente da Pfizer no Brasil

Marta Díez se esquivou de comentar a demora para o governo federal comprar doses da vacina - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Marta Díez se esquivou de comentar a demora para o governo federal comprar doses da vacina Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Colaboração para o UOL

17/01/2022 11h10Atualizada em 17/01/2022 11h10

A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse, em entrevista ao jornal O Globo publicada hoje, que o movimento antivacina impacta e preocupa a sociedade. "Impacta e preocupa, não só como empresa, mas como sociedade. As pessoas que trabalham na saúde pública e na infectologia claramente estão preocupadas com esse fenômeno, que é mundial, não é brasileiro. No Brasil ele é limitado em comparação com outros países. É mais próprio de países desenvolvidos, um paradoxo."

Díez se esquivou de comentar sobre a demora do governo federal em comprar doses da vacina contra a covid-19. "As vacinas claramente foram parte da melhora da pandemia, mas também tem outros fatores como se é inverno ou verão em cada país, diferentes medidas contra pandemia, como lockdown. A sociedade deve tirar suas próprias conclusões, mas temos que olhar a situação que temos hoje."

Em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no ano passado, o o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que a empresa fez em 2020 ao Brasil ao menos cinco ofertas de doses de vacinas contra o coronavírus e que o governo federal ignorou proposta para comprar 70 milhões de unidades do imunizante.

A presidente da Pfizer no Brasil também se esquivou quando questionada sobre os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) à vacinação. "As pessoas se vacinam se quiserem. E para as crianças são os pais que aprovam a vacinação. É uma decisão pessoal . Para as pessoas que não têm educação médica, ou querem mais informação, podem perguntar ao pediatra de suas crianças para tomar uma decisão informada."

Vacinação infantil

A Pfizer entregou ontem, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), mais 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica comprada pelo Ministério da Saúde. A entrega do segundo lote de imunizantes foi antecipada pela empresa, já que as vacinas só chegariam ao Brasil no dia 20 de janeiro. A antecipação permitirá que os estados recebam as doses até terça-feira (18).

"Depois de completar o esquema vacinal contra a Covid-19 de mais de 145 milhões de pessoas a partir dos 12 anos, o Brasil recebe, agora, reforço para a imunização das crianças de cinco a 11 anos. Mais 1,2 milhão de doses da Pfizer desembarcaram no país na manhã deste domingo", afirma o Ministério da Saúde por meio de nota.

A primeira remessa da vacina pediátrica, também composta por 1,2 milhão de doses, chegou ao país na última quinta-feira (13) e foi distribuída aos estados e o Distrito Federal. Por conta dos imunizantes, 11 capitais já começaram a imunização do público infantil.

Ao total, a Pfizer deverá entregar 3,7 milhões de doses em janeiro. Também há o compromisso da empresa em entregar 20 milhões da vacina pediátrica no primeiro trimestre deste ano. A distribuição dos imunizantes aos estados tem sido feita pelo Ministério da Saúde.

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