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3 meses

Covid: Pelo 4º dia, Brasil bate recorde de média móvel de casos conhecidos

Nas últimas 24 horas, foram 168.820 novos testes positivos conhecidos - Secretaria Municipal de Saúde
Nas últimas 24 horas, foram 168.820 novos testes positivos conhecidos Imagem: Secretaria Municipal de Saúde

Ana Paula Bimbati, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

21/01/2022 19h28Atualizada em 21/01/2022 21h04

A média móvel de casos conhecidos de covid-19 no Brasil bateu recorde hoje pelo quarto dia seguido. Em média, 118.840 testes deram resultado positivo nos últimos sete dias. O número é o mais alto desde o começo da pandemia.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A média de casos conhecidos está em aceleração desde o 29 de dezembro, impulsionada pela disseminação da variante ômicron. O dado aponta uma tendência de alta de 296% na comparação com 14 dias atrás.

A média móvel é o melhor indicador para analisar a pandemia, pois corrige as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados. A média dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre esses dois valores, estabilidade.

Nas últimas 24 horas, foram notificados 168.820 novos testes positivos. Desde março de 2020, o Brasil teve 23.757.741 diagnósticos conhecidos da doença a partir de testes.

O país registrou ainda 396 novas mortes em decorrência do coronavírus. Ao todo, 622.647 pessoas já perderam a vida por causa da doença no país.

O estado do Acre não registrou mortes nas últimas 24 horas. Sem esses dados, a média móvel de óbitos ficou em 257. Para calcular esse índice, é usado a média diária de mortes dos últimos sete dias.

Ao todo, vinte estados e o Distrito Federal apresentam tendência de alta. Quatro registraram queda e outros dois, estabilidade. Também apresentam tendência de alta as regiões Centro-Oeste (121%), Norte (61%) e Sul (83%). O Nordeste (-8%) registrou estabilidade e o Sudeste (-34%) queda.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (100%)
  • Minas Gerais: alta (84%)
  • Rio de Janeiro: alta (29%)
  • São Paulo: alta (341%)

Região Norte

  • Acre: queda (-100%)
  • Amazonas: alta (163%)
  • Amapá: alta (150%)
  • Pará: queda (-36%)
  • Rondônia: queda (-40%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (300%)
  • Bahia: alta (24%)
  • Ceará: alta (223%)
  • Maranhão: alta (42%)
  • Paraíba: alta (56%)
  • Pernambuco: queda (-19%)
  • Piauí: alta (41%)
  • Rio Grande do Norte: alta (192%)
  • Sergipe: alta (50%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (18%)
  • Goiás: alta (181%)
  • Mato Grosso: alta (115%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (79%)

Região Sul

  • Paraná: alta (43%)
  • Rio Grande do Sul: alta (116%)
  • Santa Catarina: alta (106%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou hoje que foram notificados 166.539 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, o total de infectados chegou a 23.751.782 no país.

Pelos números do ministério, houve o registro de 358 novas mortes causadas pela doença entre ontem e hoje. Ao todo, a covid-19 provocou 622.563 óbitos no Brasil desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 21.844.293 casos recuperados da doença até agora no país, com outros 1.284.926 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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