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Caso de varíola dos macacos é descoberto em britânico; OMS acompanha o caso

Varíola dos macacos causa versão mais leve da varíola, que se assume como extinta desde 1980. - SCIENCE PHOTO LIBRARY
Varíola dos macacos causa versão mais leve da varíola, que se assume como extinta desde 1980. Imagem: SCIENCE PHOTO LIBRARY

Do UOL, em São Paulo

16/05/2022 15h57

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou hoje ter sido notificada de um caso de varíola dos macacos em um homem do Reino Unido, que teria contraído a doença durante viagem à Nigéria.

A doença é rara e provém de uma variação do vírus da varíola, mas com intensidade costumeiramente mais leve. Apesar do nome, a transmissão não acontece a partir dos macacos, mas sim, dos roedores, segundo a teoria mais aceita hoje. Entre os sintomas estão dor de cabeça, dor no corpo, febre, calafrios, manchas vermelhas no rosto que podem se espalhar para outras partes do corpo, entre outras.

A Organização detalhou o caso e o que vem sendo feito para lidar com o problema, mas ressalta que o risco de uma transmissão relacionada a este caso é mínimo.

Segundo a OMS, o homem apresentou as manchas vermelhas na pele (sintoma mais característico da doença) no dia 29 de abril e retornou ao Reino Unido no dia 4 deste mês.

A entidade recebeu o aviso no dia 7 de maio, mas o caso só vai a público hoje. Desde então, o rastreamento de todas as pessoas que estavam com o paciente no voo está sendo feito e até agora não há registros de nenhum outro infectado.

Conforme a Organização, a transmissão da varíola dos macacos não acontece facilmente e se restringe a quem teve contato bastante próximo com uma pessoa infectada, acontecendo por meio de gotículas exaladas.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido investiga outro caso, de duas pessoas que moram juntas em Londres que podem estar com a varíola dos macacos. Até o momento não há qualquer relação com o paciente que veio da Nigéria.

O continente africano concentra as transmissões da doença com duas variações: uma da África Ocidental e outra da Bacia do Congo. A versão da Bacia do Congo costuma ter maior incidência de casos graves, mas a maioria dos infectados acaba se recuperando em um período de até 21 dias. A letalidade desta variante pode chegar a 10%, enquanto na África Ocidental fica em torno de 1%, número que é maior em crianças e gestantes.

A versão costumeira da varíola, que já causou milhões de mortes ao longo da história, foi considerada extinta em 1980 e o último caso registrado foi apenas em 1977. A letalidade era bem mais alta, chegando a ficar em 30%. A extinção aconteceu por conta de uma campanha exitosa de vacinação em massa por todo o mundo.

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