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Vacinação contra covid está estagnada e preocupa, aponta Fiocruz

Segundo a Fiocruz, 63,9% das pessoas de 55 a 59 anos já receberam a dose de reforço, enquanto o total cai para 25,2% na faixa de 18 a 19 anos - GETTY IMAGES
Segundo a Fiocruz, 63,9% das pessoas de 55 a 59 anos já receberam a dose de reforço, enquanto o total cai para 25,2% na faixa de 18 a 19 anos Imagem: GETTY IMAGES

Do UOL, em São Paulo

19/05/2022 12h22Atualizada em 19/05/2022 13h11

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em boletim divulgado hoje, demonstrou preocupação com a estagnação do crescimento da vacinação contra a covid-19 no país.

A instituição aponta que 80% da população acima de 25 anos está com o esquema vacinal completo, ou seja, recebeu as duas doses do imunizante. Mas os números sobre a dose de reforço são insatisfatórios nos grupos mais jovens, e a imunização de crianças está lenta.

Segundo a Fiocruz, 63,9% das pessoas de 55 a 59 anos já receberam a dose de reforço, enquanto o total cai para 25,2% na faixa de 18 a 19 anos

Em relação às crianças de 5 a 11 anos, apesar de a imunização ter começado há cinco meses, apenas 32% completaram o esquema vacinal e 60% tomaram a primeira dose.

A Fiocruz acrescenta que o Brasil passa, desde o final de fevereiro, pelo pior desempenho de imunização contra covid-19, com crescimento de 0,29% por semana.

No documento, a instituição afirma que a estagnação da vacinação é uma preocupação especialmente porque o uso de máscaras foi liberado em muitos locais, e o passaporte vacinal não foi adotado.

"A recomendação, portanto, é de manter especial atenção a esse indicador, pois isso compromete o avanço da cobertura vacinal completa na população, que tem sido a resposta mais efetiva - ou a única, na fase atual - contra a covid-19 no Brasil", diz o texto.

O boletim aponta ainda que a cobertura nos diferentes estados da federação continua heterogênea. O estado com a maior quantidade de pessoas com as duas doses é São Paulo, com 86,70%. Na outra ponta está o Amapá, com apenas 50,82% das pessoas com o esquema vacinal completo.

"É importante reconhecer que a ampliação da vacinação, priorizando especialmente regiões com baixa cobertura e doses de reforço em grupos populacionais mais vulneráveis, pode reduzir ainda mais os impactos da pandemia sobre a mortalidade e as internações", afirmam os pesquisadores responsáveis pelo boletim.

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