PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Conteúdo publicado há
1 mês

Covid: Brasil tem média de 206 mortes e completa nove dias em alta

Brasil registra quase 672 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde - Carlos Madeiro/UOL
Brasil registra quase 672 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde Imagem: Carlos Madeiro/UOL

Ricardo Espina e Leonardo Martins

Colaboração para o UOL e do UOL, em São Paulo

02/07/2022 18h12

O Brasil registrou hoje média de 206 mortes pela covid-19, completando nove dias em tendência de alta. Desde ontem, foram registradas 174 novas mortes. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A chamada média móvel variou 55% em relação há 14 dias. Todas as regiões do país apresentam tendência de alta: Centro-Oeste (87%), Nordeste (136%), Norte (73%), Sudeste (47%) e Sul (64%).

Se o valor da média móvel fica acima de 15%, como hoje, indica tendência de alta; abaixo de -15%, significa queda, e entre 15% e -15% sinaliza estabilidade.

A média móvel, calculada a partir da média de mortes —ou casos— dos últimos sete dias, é considerada por especialistas a maneira mais confiável de medir avanço ou retrocesso da pandemia.

Os estados do Acre, Amapá, Amazonas e Mato Grosso do Sul não registraram mortes neste sábado (2). Já Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins, Roraima e Maranhão não divulgaram os dados das últimas 24 horas.

O Distrito Federal e 17 estados estão com a média móvel de mortes em alta, enquanto três estados registram estabilidade e três, queda. O Brasil acumula 671.938 mortes em decorrência da doença.

Além disso, foram 42.720 novos casos conhecidos nas últimas 24 horas. Ao todo, o país acumula 32.476.920 positivos notificados desde o início da pandemia.

A média móvel de casos ficou em 59.717, chegando ao sétimo dia em tendência de alta. As cinco regiões do país têm alta na média móvel de casos: Centro-Oeste (22%), Nordeste (177%), Norte (395%), Sudeste (108%) e Sul (24%).

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (186%)
  • Minas Gerais: não divulgou dados hoje
  • Rio de Janeiro: alta (90%)
  • São Paulo: alta (40%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: queda (-50%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: estabilidade (-11%)
  • Rondônia: alta (600%)
  • Roraima: não divulgou dados hoje
  • Tocantins: não divulgou dados hoje

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (367%)
  • Bahia: alta (17%)
  • Ceará: alta (380%)
  • Maranhão: não divulgou dados hoje
  • Paraíba: alta (1700%)
  • Pernambuco: alta (17%)
  • Piauí: alta (125%)
  • Rio Grande do Norte: alta (675%)
  • Sergipe: alta (150%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: não divulgou dados hoje
  • Goiás: alta (180%)
  • Mato Grosso: alta (63%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-43%)

Região Sul

  • Paraná: alta (234%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-24%)
  • Santa Catarina: alta (144%)

Dados do governo federal

O Brasil registrou 158 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, como indica o boletim divulgado hoje (2) pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, a doença provocou 671.858 óbitos em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 37.784 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje. O total de infectados chegou a 32.471.847 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 30.880.584 casos recuperados da doença até agora, com outros 919.405 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Saúde