Comissário europeu de Serviços Financeiros deixa o cargo após Brexit

Bruxelas, 25 Jun 2016 (AFP) - O comissário europeu de Serviços Financeiros, o britânico Jonathan Hill, anunciou neste sábado sua renúncia ao cargo, ao declarar-se "muito decepcionado" com a decisão dos compatriotas de sair da União Europeia (UE).

"Como passamos a uma nova fase, acredito que não é correto continuar como comissário britânico, como se nada tivesse acontecido", explica Hill em um comunicado, após o referendo com a vitória do Brexit.

"De acordo com o que conversei com o presidente da Comissão (Jean-Claude Juncker) há algumas semanas, o comuniquei que renunciaria", completou o comissário de Serviços Financeiros, Estabilidade Financeira e União dos Mercados de Capitais desde 2014.

"Com muito pesar, aceitei a decisão de Jonathan Hill", afirmou Juncker em um comunicado.

"Eu o considero um verdadeiro europeu e não apenas um comissário britânico. No entanto, entendo sua decisão e a respeito", completou o chefe do Executivo europeu.

Juncker, indicou que está "disposto" a considerar um novo comissário britânico em sua equipe.

"O presidente Juncker está disposto a discutir rapidamente com o primeiro-ministro britânico, tanto sobre os possíveis nomes para um comissário de nacionalidade britânica, como da designação de uma possível pasta", afirma um comunicado da Comissão.

A vaga de Hill será assumida agora pelo vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro, o legão Valdis Dombrovskis.

Hill, de 56 anos, ex-presidente da Câmara dos Lordes nomeado pelo primeiro-ministro conservador David Cameron comissário do Reino Unido dentro do Executivo europeu liderado por Juncker, deseja uma "transição ordenada" com o sucessor.

"Como muitas pessoas no Reino Unido, evidentemente estou muito decepcionado com os resultados do referendo. Gostaria que isto terminasse de outra maneira, mas o povo britânico tomou uma decisão diferente e assim funciona a democracia", destacou.

Jonathan Hill chegou a Bruxelas "cético com a Europa", mas acabou convencido de que "apesar das frustrações, nossa adesão era boa para nosso espaço no mundo e para nossa economia", afirma no comunicado.

"Mas o que está feito não pode ser desfeito e agora temos que fazer com que funcione uma nova relação com a Europa, tão bem quanto possível", explicou.

Jonathan Hill, nascido em 24 de julho de 1960, fez sua carreira na cúpula do poder e do setor de relações públicas, mas nunca ocupou um cargo eleito.

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