Países árabes buscam bloquear na ONU apoio a informe do Quarteto

Nova York, 12 Jul 2016 (AFP) - O grupo de países árabes tentará bloquear na ONU a adoção de uma declaração de apoio ao recente relatório do Quarteto para o Oriente Médio, indicou nesta terça-feira o representante palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansur.

Dirigindo-se aos jornalistas à margem dos debates do Conselho sobre o relatório, Mansur explicou que em uma reunião recente do grupo árabe, o Egito, que representa o grupo no corpo, foi encarregado de bloquear tal declaração, proposta pelos Estados Unidos e que está sendo negociada.

A missão do Egito é "não permitir a adoção de uma declaração aprovando as recomendações" do relatório do Quarteto.

No máximo, os palestinos aceitam uma declaração "tomando nota" do relatório e apoiando o plano de paz árabe de 2002 e a iniciativa francesa.

Paris propôs a convocação de uma conferência internacional com o objetivo de retomar as negociações de paz entre israelenses e palestinos, paralisadas desde abril de 2014.

Em um relatório, o Quarteto, que inclui a União Europeia, Rússia, Estados Unidos e as Nações Unidas, pediu o fim da colonização por Israel e da violência pelos palestinos.

Mas tanto israelenses como palestinos criticaram o texto.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu estimou que o documento "perpetua o mito de que as construções israelenses na Cisjordânia são um obstáculo à paz", enquanto o presidente palestino, Mahmud Abbas, pediu ao Conselho de Segurança que rejeitasse as conclusões do Quarteto.

Mansur ressaltou que as recomendações sobre a colonização israelense foram amenizadas no texto final por um membro "muito poderoso" do Quarteto, referindo-se aos Estados Unidos.

Na abertura da reunião do Conselho, o secretário-geral Ban Ki-moon pediu "apoio aos esforços do Quarteto", estimando que "é tempo de as partes agirem para construir um futuro" paz.

O embaixador de Israel, Danny Danon, reiterou a posição de seu governo, de que apenas negociações diretas podem levar à paz.

Mas de acordo com Mansur, depois de anos de negociações infrutíferas os palestinos "vão de mal a pior" e por isso não pretende "retornar ao mesmo".

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