Secretária de Justiça defende caso contra Hillary Clinton no Congresso

Washington, 12 Jul 2016 (AFP) - A secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, defendeu nesta terça-feira (12) sua decisão de não submeter Hillary Clinton a um processo penal pelo caso dos e-mails privados quando era a chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

"O caso foi tratado como qualquer outro", insistiu Loretta Lynch, que foi convocada pela comissão de Justiça da câmara de representantes para explicar sua decisão, colocada em dúvida pelos conservadores.

O diretor do FBI, James Comey, anunciou há uma semana o término de uma investigação que durou um ano, enquanto a polícia federal recomendou não iniciar um processo contra Hillary Clinton, atual candidata à presidência pelo Partido Democrata. No dia seguinte, Loretta Lynch seguiu esta recomendação.

Lynch negou ter sido influenciada por seus antigos laços com o presidente Bill Clinton, com quem teve um reencontro no dia 27 de junho no aeroporto de Phoenix, Arizona.

"Foi uma conversa a bordo do avião, quando estava na pista. O ex-presidente disse que queria me cumprimentar. Eu concordei em cumprimentá-lo. Conversamos socialmente. Não discutimos nada relacionado com a investigação dos e-mails, não discutimos casos ou assuntos específicos do Departamento de Justiça", indicou Loretta Lynch.

Mas os representantes republicanos no Congresso não abandonaram o assunto. Dois deles pediram ao Departamento de Justiça na segunda-feira que abrisse uma investigação contra Hillary Clinton por perjúrio, afirmando que ela teria feito falsas declarações sobre as mensagens durante uma audiência parlamentária em outubro de 2015.

Se James Comey não recomendou o processo contra Hillary Clinton, criticou duramente a "extrema negligência" da ex-secretária de Estado ao manipular informação sigilosa do serviço privado que utilizava para se comunicar quando era responsável pela diplomacia de seu país entre 2009 e 2013.

"Sua extrema negligência significa que os segredos mais sensíveis do país não podem ser confiados a ela", acusou o republicano Bob Goodlatte, presidente da comissão.

Entretanto, os democratas lamentaram a fúria da maioria, a menos de quatro meses da eleição presidencial.

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