Dinastia Bongo na corda bamba nas eleições presidenciais no Gabão

Libreville, 27 Ago 2016 (AFP) - Os gaboneses compareceram em massa às urnas, neste sábado, para eleições as presidenciais nas quais partiam como favoritos o chefe de Estado em fim de mandato, Ali Bongo Ondimba, e Jean Ping, um ex-cacique do regime que pretende pôr fim a uma dinastia no poder há quase 50 anos.

Os colégios eleitorais começaram a fechar a partir das 18H00 locais (14H00 de Brasília) e com isso começou a etapa mais incerta: a contagem de votos e a centralização dos resultados, que a princípio devem ser divulgados na segunda-feira.

"O dia de glória chegou!", proclamou Ping, o ex-chefe da União Africana (UA) de 73 anos, após depositar seu voto em Libreville, capital deste pequeno país da África central muito dependente das receitas petroleiras e com um terço da população na pobreza apesar de sua riqueza florestal e de mineração.

"Estou sereno", assegurou por sua parte o chefe de Estado em fim de mandato após uma campanha ao estilo americano sob o lema "Mudemos juntos". Ali, Bongo Ondimba, de 57 anos, foi eleito em 2009 depois da morte de seu pai, Omar, que permaneceu 41 anos no poder.

Aproximadamente 628.000 eleitores exerceram seu direito em um ambiente tranquilo no primeiro turno do pleito.

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