As perguntas-chave para Hillary e Trump no primeiro debate

Washington, 26 Set 2016 (AFP) - Eleitores "deploráveis", e-mails, aborto, fundações Clinton e Trump... são inúmeras as perguntas que Hillary Clinton e Donald Trump teriam dificuldades em responder e que poderiam ser formuladas durante o primeiro debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

Hillary ClintonHonestidade: 60% dos eleitores americanos acham que a candidata democrata não é honesta. Por mais que mencione seus compromissos de juventude para demonstrar a sinceridade de sua candidatura, Hillary está na defensiva, em particular por conta do caso dos e-mails que enviava de um servidor privado quando era secretária de Estado, e que para muitos americanos simboliza sua pretensão de estar acima das normas.

"Deploráveis": foi o adjetivo empregado por Hillary Clinton para descrever a metade dos eleitores de Donald Trump durante um ato de arrecadação de fundos. Lamentou ter dito "a metade", mas os republicanos relembram essa palavra para afastar a simpatia das classes populares brancas.

Fundação Clinton: as suspeitas de conflitos de interesse, em particular quando comandava a diplomacia americana e a fundação recebia importantes doações do exterior, nunca desembocaram em denúncias judiciais, mas os Clinton têm dificuldades para justificá-las.

Comércio: Hillary Clinton defendeu durante muito tempo como secretária de Estado o novo tratado de livre comércio TransPacífico assinado por Barack Obama. No ano passado a candidata democrata à Presidência se pronunciou contra, mas continua tentando ganhar o eleitorado mais preocupado com os efeitos negativos da globalização.

Iraque e Líbia: Hillary, então senadora, votou em 2002 a favor do uso da força contra o governo de Sadam Hussein no Iraque, e como secretária de Estado defendeu a intervenção na Líbia em 2011. Retificou sua postura e pediu desculpas por seu voto a favor da guerra no Iraque, mas seu rival republicano lhe atribui o caos líbio após a queda de Mouammar Kadhafi.

Donald TrumpEconomia e comércio: Donald Trump promete pôr fim aos deslocamentos de indústria e trazer novamente para os Estados Unidos os empregos industriais que foram transferidos para outros países, graças a uma renegociação dos tratados comerciais, especialmente com o México. Mas seus críticos argumentam sobre a falta de detalhes concretos de suas propostas econômicas e temem que desencadeie uma guerra comercial.

Declaração de imposto de renda: o milionário empresário imobiliário se nega a divulgar sua declaração de imposto de renda, uma tradição de transparência respeitada por todos os recentes candidatos à Presidência. Se ampara no quase permanente controle fiscal do que diz ser objeto.

Fundação Trump: o candidato republicano utilizou sua fundação com fins pessoais e políticos, segundo documentos revelados pelo The Washington Post, e algumas transações duvidosas são investigadas pela justiça de Nova York.

Aborto: Donald Trump disse em 1999 que odiava o conceito de aborto, mas que era a favor do direito à interrupção voluntária da gravidez. Porém, antes de inciar o processo das primárias de seu partido, se declarou firmemente contra e inclusive favorável a "alguma forma de punição" às mulheres que abortassem de forma ilegal. Logo se corrigiu e disse que eram os médicos que deviam ser punidos, não as mulheres.

Grupo Estado Islâmico: neste verão acusou Barack Obama e Hillary Clinton de serem os cofundadores dessa organização extremista. Agora também afirma que se opôs à guerra do Iraque, mas na única declaração pública que fez sobre o assunto em 2002 disse que era a favor de uma intervenção.

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