Ruandês suspeito de participar em genocídio é extraditado dos EUA

Kigali, 29 Set 2016 (AFP) - Um professor universitário e ex-líder sindical ruandês, procurado há 12 anos por seu suposto envolvimento no genocídio de 1994, foi extraditado na quarta-feira dos Estados Unidos a Ruanda, informou nesta quinta-feira o Ministério Público do país africano.

O linguista ruandês Léopold Munyakazi, natural de Gitarma (centro de Ruanda) e formado em uma universidade francesa, chegou ao aeroporto de Kigali na tarde de quarta-feira, segundo a mesma fonte.

Munyakazi, que nega ter participado do genocídio, estava detido em uma prisão do estado do Alabama, nos Estados Unidos, depois de ter tido seu pedido de asilo rejeitado neste país, para onde voltou em 2004.

O professor, de 65 anos, é suspeito de ter participado no genocídio de 1994 em Ruanda, que deixou 800.000 mortos, principalmente da minoria tutsi, segundo a ONU.

Em 1994 era secretário-geral da Central Sindical de Trabalhadores de Ruanda (CESTRAR), depois de ter sido professor de linguística na Universidade Nacional.

A princípio, esteve detido em uma prisão ruandesa por suposta participação no genocídio. Depois de ser libertado pelas autoridades, viajou aos Estados Unidos, onde pediu asilo enquanto ensinava francês em escolas e universidades.

Kigali emitiu duas ordens de prisão internacional contra ele em 2006 e 2008. Até agora, havia sido contrário a sua extradição, argumentando que estava sendo perseguido por suas opiniões políticas hostis ao regime do atual presidente, Paul Kagame.

A procuradoria ruandesa negou sua versão, acusando-o de genocídio, conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade.

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