Suspeito de Berlim transitou por Holanda e França antes de ataque

Em Paris

  • Italian Police via AP

    Imagem de vídeo divulgado pela polícia da Itália mostra o acusado pelo atentado de Berlim caminhando por estação de trem em Lyon (França) 22 de dezembro

    Imagem de vídeo divulgado pela polícia da Itália mostra o acusado pelo atentado de Berlim caminhando por estação de trem em Lyon (França) 22 de dezembro

Anis Amri, o suposto autor do atentado de Berlim abatido pela polícia italiana em Milão, transitou de ônibus pela Holanda antes de passar pela França, informaram nesta quarta-feira (28)  fontes da investigação, confirmando uma informação fornecida por uma rádio francesa.

Dois dias depois do ataque que deixou 12 mortos em um mercado de Natal, o tunisiano de 24 anos "teria viajado durante a madrugada de 22 de novembro em um ônibus da estação do terminal rodoviário de Nimega", cidade holandesa próxima à fronteira com a Alemanha, a uma hora de viagem de Amsterdã, "até a estação ferroviária de Lyon-Part-Dieu (França)", disse uma das fontes.

Amri foi captado pelas câmeras de videovigilância no dia 22 de dezembro em Lyon-Part-Dieu. Posteriormente, viajou de trem até Chambéry e dali a Milão (passando por Turim), no norte da Itália, onde foi abatido na madrugada do dia 23 durante um controle policial de rotina, após quatro dias de uma autêntica caça humana até então sem frutos.

Entre suas roupas foram encontradas passagens de trem que cobriam o trajeto Lyon-Chambéry-Milão via Turim, que havia pago em dinheiro.

A análise das câmeras da estação de trem de Chambéry, nos Alpes franceses, ainda está em curso.

As investigações prosseguem para determinar sobretudo como abandonou a capital alemã após o massacre para chegar até a Holanda burlando a polícia.

Anis Amri é suspeito de ter matado 12 pessoas e ferido dezenas no dia 19 de dezembro em Berlim ao lançar um caminhão contra um mercado de Natal. Este atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

As autoridades alemãs, em sua busca por eventuais cúmplices, anunciaram nesta quarta-feira a detenção de um tunisiano possivelmente ligado a Anis Amri.

"O falecido Anis Amri havia guardado em seu telefone celular o número deste cidadão tunisiano de 40 anos. As investigações permitem pensar que poderia esta relacionado com o atentado", informou a procuradoria.

"O falecido Anis Amri havia guardado em seu telefone celular o número deste cidadão tunisiano de 40 anos. As investigações permitem pensar que poderia esta relacionado com o atentado", acrescentou a procuradoria federal, competente em assuntos de terrorismo, em um breve comunicado.

"Resta estabelecer se essas suspeitas (iniciais) serão confirmadas pela investigação", afirma o texto.

Dependendo do interrogatório, será pedida a prisão preventiva do indivíduo.

Outros três parentes do suposto assassino, incluindo um sobrinho, foram detidos no sábado na Tunísia.

Este último "confessou estar em contato" com o seu tio através do aplicativo criptografado Telegram, de acordo com o ministério do Interior da Tunísia.

Segundo o ministério, ele também informou ter jurado lealdade, assim como Anis Amri, ao Estado Islâmico.

A prioridade dos investigadores é averiguar se uma rede de apoio contribuiu para o atentado realizado com um caminhão roubado, e a fuga do suspeito.

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