Trump apresenta no Congresso seu plano geral de governo

Washington, 28 Fev 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresenta nesta terça-feira (28) ao Congresso o plano geral de seu governo, no primeiro discurso aos legisladores e a todo o país, no qual falará sobre sua visão das prioridades nacionais.

Previsto para as 21h locais (23h, em Brasília), o discurso do presidente acontecerá na Câmara de Representantes. Trump deve apresentar um guia de sua administração e defender os passos para cumprir as promessas de campanha.

O novo presidente terá uma oportunidade de oferecer ao país uma explicação sobre os avanços e retrocessos de sua gestão desde que assumiu o poder em 20 de janeiro, em especial a grande polêmica provocada por suas iniciativas a respeito dos imigrantes em situação ilegal e refugiados.

Uma ampla reforma do sistema de impostos, a decisão de alterar novamente o sistema de saúde pública e um considerável aumento de US$ 54 bilhões no orçamento militar devem ser alguns dos pontos centrais do aguardado discurso.

"Vamos ter que gastar mais dinheiro no setor militar. Realmente temos que fazer isto. Não temos opção", disse Trump em uma entrevista ao canal FoxNews exibida nesta terça-feira.

De acordo com o presidente, "muitas pessoas afirmam que é uma enorme quantidade de dinheiro. Mas poderá ser até 30 bilhões a mais que isto".

Em declarações nesta terça, o presidente da Câmara de Representantes, Paul Ryan, disse que o discurso representa "a oportunidade, em uma geração, para fazer avançar a agenda" dos setores conservadores.

Já o senador democrata Richard Blumenthal disse à AFP que espera de Trump um gesto para "começar de novo, para tentarmos nos unir, para pôr fim aos ataques à imprensa e (conseguir) um Poder Judiciário independente".

Apesar de o corte de impostos representar uma proposta fundamental do Partido Republicano, a promessa de Trump de anular e substituir o sistema de saúde pública herdado de Barack Obama (Obamacare) é até agora uma verdadeira dor de cabeça para a Casa Branca e para os congressistas.

Embora o governo pareça disposto a eliminar o Obamacare com uma canetada, até o momento não surgiu uma proposta clara para substituir o sistema.

O desmantelamento do sistema pode deixar quase 20 milhões de pessoas sem cobertura médica, um cenário que também atormenta os congressistas conservadores.

Ao discursar no Congresso, Trump estará em um terreno favorável, já que os republicanos controlam as duas Câmaras. Mas ele precisa manter canais de diálogo abertos.

Os republicanos, por exemplo, têm maioria no Senado, mas cinco semanas depois da posse do presidente ainda não deram a aprovação a todos os indicados para o gabinete ministerial (em parte pelo bloqueio dos democratas).

Nas últimas semanas, congressistas republicanos que organizaram audiências em seus distritos eleitorais sofreram com a fúria dos eleitores diante da possibilidade de que o governo desmonte o Obamacare sem oferecer uma alternativa.

E os congressistas transferem a pressão para a Casa Branca.

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