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Vinho, banquete e pompa para Kim Jong Un na China

28/03/2018 12h43

Pequim, 28 Mar 2018 (AFP) - A histórica visita do líder norte-coreano Kim Jong Un à China era "não oficial", mas os anfitriões proporcionaram toda a pompa destinada às grandes ocasiões, com um espetacular banquete, sorrisos, fotos com as esposas, caravanas de carros e flores por toda a parte.

Após dois dias de silêncio, os meios de comunicação oficiais de ambos os países publicaram nesta quarta-feira várias fotos e vídeos do encontro entre Kim e o presidente chinês, Xi Jinping.

A primeira visita ao exterior de Kim Jong Un desde sua chegada ao poder em 2011 se iniciou como as de seus predecessores no cargo, a bordo de um trem com vidros fumê.

Na porta do trem era esperado com um buquê de flores. Kim entrou diretamente em um grande veículo preto com uma impressionante escolta, de acordo com as fotos do jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun.

Sob os enormes lustres do Palácio do Povo, Kim Jong Un, em terno cinza escuro, passou em revista as tropas chinesas com o presidente Xi - como é costume para todos os líderes estrangeiros em visita à China.

Acompanhado de sua jovem esposa Ri Sol Ju, vestida com um conjunto bege, o líder norte-coreano posou para as fotos com seu anfitrião e a primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, ex-cantora do Exército, elegante em um vestido branco e preto.

Como aconteceu por ocasião da visita do presidente americano Donald Trump e sua esposa Melania há alguns meses, o casal norte-coreano foi agraciado com um espetáculo, seguindo de um jantar.

A televisão pública chinesa CCTV exibiu imagens do imenso salão de banquetes decorado com paisagens chinesas e estampas de cores vivas.

Nas dez mesas dispostas havia arranjos de frutas sobre porcelana amarela, e na mesa de honra, onde se sentaram os dois casais, uma espetacular composição floral vermelha e verde com pombas falsas.

A foto oficial mostra os dois líderes brindando, aparentemente vinho tinto para Xi Jinping, vinho branco para Kim Jong Un.

A espetacular recepção pode parecer surpreendente, levando em conta que a China apoiou as últimas sanções impostas pela ONU contra o regime de Pyongyang em razão de seus programas balístico e nuclear.

Pequim não vê com bons olhos a corrida armamentista de seu vizinho, nem os testes nucleares que tem realizado com certa frequência.

As sanções apoiadas por Pequim e as ambições atômicas de Kim aumentaram a tensão na relação entre os dois países, ex-aliados durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Nos últimos anos, o jovem líder norte-coreano "fez várias coisas que irritaram, contrariaram ou faltaram com respeito ao presidente Xi pessoalmente e à China", estima Michael Kovrig, do International Crisis Group (ICG).

Por esta razão, o presidente chinês não quis recompensar Kim com uma "visita oficial", uma vez que "ainda não está pronto para dizer que tudo foi perdoado".

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