"Me sinto cada dia melhor", diz filha de espião russo envenenada na Inglaterra

Em Londres

  • Yulia Skripal/Reprodução/Facebook

A russa  Yulia  Skripal, que foi envenenada com seu pai no início de março em Salisbury, na Inglaterra, declarou nesta quinta-feira se sentir "cada dia melhor", em sua primeira manifestação pública desde que foi hospitalizada.

"Eu acordei há mais de uma semana e estou feliz em poder dizer que me sinto cada dia melhor", declarou Yulia, de 33 anos, citada em um comunicado da polícia britânica. "Sou grata pelo interesse de todos e pelas muitas mensagens de apoio que recebi."

"Tenho certeza de que entendem que este caso pode ser um tanto desorientador, e espero que respeitem minha privacidade e a da minha família durante minha recuperação", completou.

O hospital onde estão internados os Skripal indicou que Yulia "melhora rapidamente" e que "já não se encontra em estado crítico", enquanto que a condição de seu pai é "estável".

Ela é filha do ex-espião russo Serguei Skripal. O Reino Unido responsabiliza a Rússia pelo envenenamento com uso de agente nervoso, o que Moscou nega.

Pouco antes, a televisão pública russa havia divulgado uma gravação que seria uma conversa por telefone entre Yulia Skripal e sua prima Viktoria, que mora na Rússia.

No áudio, aquela que seria Yulia Skripal afirma que ela e seu pai, Serguei, encontram-se em fase de recuperação, e que ela poderá, em breve, deixar o hospital.

Acusada por Londres de ser responsável por este envenenamento na origem de uma das mais graves crises diplomáticas entre Moscou e os países ocidentais desde a Guerra Fria, a Rússia advertiu o Reino Unido de que suas "questões legítimas" não podem ser ignoradas.

O envenenamento deflagrou, desde o dia 14, uma onda histórica de expulsões cruzadas da Rússia e de países ocidentais, envolvendo cerca de 300 diplomatas.
Os 60 diplomatas americanos com postos na Rússia expulsos por Moscou embarcaram de volta com suas famílias nesta quinta de manhã.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que a situação atual do caso Skripal "cria uma ameaça para a paz e para a segurança no mundo". Segundo ele, "o Conselho de Segurança [da ONU] deve examinar essa questão sob todos os aspectos e de maneira objetiva".

No dia 14, o Conselho de Segurança já havia tido uma reunião de urgência sobre o imbróglio - então convocada por iniciativa do Reino Unido.

"Insistimos para que seja realizada uma investigação substancial e responsável", frisou Lavrov, acrescentando que "não será possível ignorar as questões legítimas que nós colocamos".

Moscou nega, categoricamente, qualquer ligação com o envenenamento dos Skripal e denuncia "uma provocação" ocidental e "uma campanha antirrussa".

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