Kim Jong-un admite possibilidade de diálogo com EUA, diz agência oficial

Em Seul

  • Korean Central News Agency/Korea News Service via AP

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, admitiu publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de um diálogo com os Estados Unidos, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias da Coreia do Norte, em meio ao planejamento de um encontro entre Kim e Donald Trump em maio ou junho.

Em reunião com funcionários do partido na segunda-feira, Kim apresentou um relatório "sobre o desenvolvimento dos últimos acontecimentos na península da Coreia", que inclui a cúpula com a Coreia do Sul prevista para este mês, revelou a agência KCNA.

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O texto diz que Kim "realizou uma análise profunda e uma avaliação do desenvolvimento das relações entre Norte e [Coreia do] Sul atualmente, e das perspectivas de um diálogo entre a RPDC e os Estados Unidos", informou a agência, utilizando o acrônimo oficial para designar a Coreia do Norte.


Como parte do inédito processo de diálogo entre Norte e Sul, Kim prevê se reunir com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, no dia 27 de abril.

A distensão também tornou possível a perspectiva de uma reunião entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, após meses de tensão a respeito do programa nuclear de Pyongyang.

Na segunda-feira, Trump afirmou que vai se encontrar com Kim Jong-un em maio ou no início de junho.

Trump disse que mantém a esperança de alcançar "um acordo de desnuclearização" com Pyongyang.

"Tenho a esperança de que será uma relação muito diferente da que ocorreu durante muitos, muitos anos", afirmou o presidente americano.

Atividade diplomática

Pyongyang, no entanto, não confirmou em nenhum momento a oferta de conversações sobre a desnuclearização, que foi apresentada por um emissário da Coreia do Sul.

As declarações de Kim não fazem referência expressa ao encontro com Trump.

Os Jogos Olímpicos de Inverno, celebrados em fevereiro na Coreia do Sul, possibilitaram uma grande aproximação entre os países, após dois anos de escalada provocada pelos programas balístico e nuclear norte-coreanos, e com direito a uma troca de insultos e ameaças entre Kim e Trump.

A reunião de cúpula entre as Coreias, a terceira da história após os encontros 2000 e 2007, acontecerá na zona desmilitarizada que divide a península, concretamente em Panmunjon, a localidade em que foi assinado o armistício que encerrou a guerra da Coreia (1950-1953).

Como parte da maratona diplomática, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, chegou na segunda-feira a Moscou, depois de visitas a Pequim, Baku, capital do Azerbaijão, e outras ex-repúblicas soviéticas.

Ri também viajou no mês passado para a Suécia, que atua como mediador entre Washington e Pyongyang.

Até a confirmação de detalhes mais concretos sobre a reunião entre Kim e Trump, muitos analistas demonstram ceticismo sobre o êxito de um encontro entre duas personalidades conhecidas pelo caráter imprevisível. Além disso, o evento aconteceria sem os meses de trabalho prévio geralmente registrados para cúpulas deste tipo.

Ainda não foram divulgados aspectos como a data exata e o local da reunião. Algumas fontes apontam países como a Mongólia ou a Suécia como potenciais sedes do encontro.

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