Maduro libera 20 manifestantes que estavam detidos desde abril

Caracas

  • AFP PHOTO / Juan BARRETO

Vinte manifestantes que estavam detidos desde abril passado foram liberados nesta sexta-feira (25) na Venezuela, após a oferta do presidente Nicolás Maduro de libertar opositores presos, informou uma ONG de direitos humanos.

As solturas "só ocorreram no estado de Zulia (noroeste)", destacou no Twitter Alfredo Romero, diretor da ONG Fórum Penal, que estima em 350 os "presos políticos" no país.

Uma primeira notícia sobre as libertações, pela manhã, segundo Romero, teve como beneficiárias 14 pessoas, apreendidas durante protestos pelos contínuos cortes de eletricidade em Zulia. Outras seis ficaram em liberdade à tarde.

Todos ficaram "sujeitos a medidas cautelares", como apresentação periódica a tribunais, acrescentou Gonzalo  Hemiob, também membro do Fórum Penal.

Na quinta-feira, após ser empossado presidente reeleito perante a Assembleia Constituinte, que rege o país, Maduro ofereceu a libertação de opositores presos para "superar as feridas deixadas pelos protestos violentos e pelas conspirações".


Maduro disse que pediria à Constituinte que gerasse as condições legais para isso, sem informar quantas pessoas seriam beneficiadas.

Romero questionou que enquanto Maduro oferece libertar opositores, mais pessoas são detidas por motivos políticos e não se sabe o paradeiro de outras.

"Já é costume que cada vez que se fala de libertações ou libertações de presos políticos, previamente acontecem novas prisões", denunciou o advogado.

No final de 2017, foram libertados cerca de 80 opositores, entre eles o então prefeito de Barquisimeto (oeste), Alfredo Ramos, no contexto de diálogo entre o governo e a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) que naufragou em janeiro.

O Fórum Penal assegura que do total de "presos políticos", 70 são militares.

Na quinta-feira, Maduro anunciou a captura de um grupo de militares que supostamente conspirava para impedir as eleições presidenciais de domingo (20), boicotadas pela MUD e não reconhecidas por Estados Unidos e vários países da Europa e da América Latina, incluindo o Brasil.

Não foi detalhado nem a patente, nem o número de detidos, mas o Fórum Penal afirma que foram onze oficiais.

O mais emblemático dos opositores privados de liberdade é Leopoldo López, em prisão domiciliar depois de passar três anos em uma prisão militar.

Ele cumpre uma pena de quase 14 anos, acusado de incitar a violência em protestos contra Maduro, que deixaram 43 mortos em 2014.

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