Irmão do presidente hondurenho preso nos EUA por narcotráfico
Tegucigalpa, 24 Nov 2018 (AFP) - Juan Antonio Hernández, irmão do presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, foi detido nesta sexta-feira em Miami por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, informou o governo em Tegucigalpa.
"No dia de hoje foi detido na cidade de Miami, Estados Unidos, o cidadão hondurenho Juan Antonio Hernández, irmão do atual presidente da República de Honduras", destaca o comunicado.
A nota acrescenta que em 24 de outubro de 2016 o presidente Hernández, "diante de crescentes rumores" de envolvimento do irmão no tráfico de drogas para os Estados Unidos, "deixou claramente estabelecida sua posição de que ninguém está acima da lei".
O ex-chefe do cartel Los Cachiros Devis Leonel Rivera Maradiaga revelou em março de 2017, a um tribunal de Nova York, ter pago subornos a Juan Antonio Hernández quando era deputado.
O cartel traficou toneladas de cocaína para os Estados Unidos antes de ser desmantelado pela DEA, a agência americana de combate às drogas.
Rivera fez tal revelação durante o processo contra Fabio Lobo, filho do ex-presidente Porfirio Lobo (2010-2014), condenado a 24 anos de prisão por colaborar com o cartel.
O criminoso garantiu que sua organização prestava serviços ao Estado através da empresa Inrimar, utilizada para lavar dinheiro do narcotráfico.
Em outubro de 2016, o militar hondurenho Santos Rodríguez denunciou ter sido capturado pela DEA, que o ligava a Juan Antonio Hernández a um complô para matar o embaixador de Washington em Tegucigalpa, James Nealon.
Juan Antonio Hernández rejeitou as acusações e disse ter verificado pessoalmente com a justiça em Miami que não havia qualquer acusação contra ele.
"No dia de hoje foi detido na cidade de Miami, Estados Unidos, o cidadão hondurenho Juan Antonio Hernández, irmão do atual presidente da República de Honduras", destaca o comunicado.
A nota acrescenta que em 24 de outubro de 2016 o presidente Hernández, "diante de crescentes rumores" de envolvimento do irmão no tráfico de drogas para os Estados Unidos, "deixou claramente estabelecida sua posição de que ninguém está acima da lei".
O ex-chefe do cartel Los Cachiros Devis Leonel Rivera Maradiaga revelou em março de 2017, a um tribunal de Nova York, ter pago subornos a Juan Antonio Hernández quando era deputado.
O cartel traficou toneladas de cocaína para os Estados Unidos antes de ser desmantelado pela DEA, a agência americana de combate às drogas.
Rivera fez tal revelação durante o processo contra Fabio Lobo, filho do ex-presidente Porfirio Lobo (2010-2014), condenado a 24 anos de prisão por colaborar com o cartel.
O criminoso garantiu que sua organização prestava serviços ao Estado através da empresa Inrimar, utilizada para lavar dinheiro do narcotráfico.
Em outubro de 2016, o militar hondurenho Santos Rodríguez denunciou ter sido capturado pela DEA, que o ligava a Juan Antonio Hernández a um complô para matar o embaixador de Washington em Tegucigalpa, James Nealon.
Juan Antonio Hernández rejeitou as acusações e disse ter verificado pessoalmente com a justiça em Miami que não havia qualquer acusação contra ele.
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