PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Ataque a complexo governamental em Cabul deixa 43 mortos

25/12/2018 08h02

Cabul, 25 dez 2018 (AFP) - Um atentado suicida, seguido de um ataque armado, matou pelo menos 43 pessoas na segunda-feira (24) em um complexo de escritórios governamentais, de acordo com um balanço atualizado nesta terça-feira (25) pelo ministério da Saúde.

Outras 25 pessoas ficaram feridas no ataque, que se prolongou por horas, informou o porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish.

Este ataque ocorre depois de uma agitada semana para o Afeganistão, após o anúncio não confirmado oficialmente da retirada em breve de 7.000 dos 14.000 militares dos Estados Unidos presentes no país.

O atentado, que encerra um ano particularmente violento para o Afeganistão, com várias mortes de civis e integrantes das forças de segurança, não foi reivindicado até o momento.

O porta-voz dos talibãs Zabiullah Mujahid afirmou que o ataque "não tem nada a ver com os insurgentes".

O ataque, que durou sete horas, é o mais violento em Cabul desde que um homem-bomba detonou seus explosivos no mês passado durante uma reunião religiosa e matou pelo menos 55 pessoas.

Vários atacantes entraram no complexo que abriga o ministério de Trabalho e Assuntos Sociais, informou Nasrat Rahimi, porta-voz adjunto do ministério do Interior.

As forças afegãs mataram três criminosos e libertaram mais de 350 pessoas presas no local, disse Rahimi. Um quarto atacante morreu na explosão do carro-bomba.

Um dos feridos quebrou vários ossos ao pular do terceiro andar do complexo, para fugir dos atacantes, segundo informou um correspondente da AFP no hospital. Outros dois ficaram feridos pela quebra de vidraças.

O ataque acontece após o anúncio, sem confirmação oficial, da futura retirada de metade dos militares dos Estados Unidos presentes no Afeganistão.

Os militares americanos constituem o maior contingente da missão da Otan no Afeganistão.

O possível anúncio da retirada aconteceu após meses de esforços para reativar as negociações de paz com os talibãs, o que surpreendeu os diplomatas em Cabul.

Internacional