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Iraque condenou em 2018 mais de 600 estrangeiros por adesão ao Estado Islâmico

31/12/2018 14h05

Bagdá, 31 dez 2018 (AFP) - Mais de 600 estrangeiros, a maioria mulheres, foram condenados no Iraque em 2018 por adesão ao grupo Estado Islâmico (IS), informou a justiça iraquiana nesta segunda-feira, acrescentando que outros cem ainda não não foram levados a julgamento.

O Iraque proclamou sua vitória sobre o Estado Islâmico no final de 2017, mas continua julgando os réus quase diariamente, entre os quase 20.000 detidos por supostas ligações com o terrorismo desde o boom jihadista de 2014.

"Ao todo, 616 homens e mulheres, acusados de pertencerem ao EI, foram condenados este ano sob a lei antiterrorista", afirmou o juiz Abdel Settar Bayraqdar em um comunicado.

A lei antiterrorista prevê sentenças que podem ir até a pena de morte.

Entre eles, 508 adultos foram condenados - 466 mulheres e 42 homens - e 108 menores - 31 meninos e 77 meninas, acrescentou a fonte, sem detalhar suas sentenças.

Dois tribunais julgam casos de terrorismo no Iraque, um em Tel Keif, perto de Mossul, no norte - a antiga "capital" iraquiana do autoproclamado "califado" do EI - e outro em Bagdá, onde o tribunal criminal central é responsável por estrangeiros e mulheres.

A maioria das mulheres condenadas é de origem turca ou das antigas repúblicas da União Soviética. Um alemão, um belga e um russo também foram condenados à morte.

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