PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Juan Guaidó diz que 'em breve' ocupará gabinete no Palácio de Governo

"Precisamos de um gabinete onde trabalhar e em breve, quando tivermos as Forças Armadas totalmente alinhadas, vamos buscar meu gabinete lá no Miraflores", disse Guaidó - CARLOS GARCIA/REUTERS
"Precisamos de um gabinete onde trabalhar e em breve, quando tivermos as Forças Armadas totalmente alinhadas, vamos buscar meu gabinete lá no Miraflores", disse Guaidó Imagem: CARLOS GARCIA/REUTERS

12/03/2019 19h42

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó declarou nesta terça-feira que "em breve" irá ocupar um gabinete no Palácio Presidencial de Miraflores, durante um novo dia de protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

"Precisamos de um gabinete onde trabalhar e em breve, quando tivermos as Forças Armadas totalmente alinhadas, vamos buscar meu gabinete lá no Miraflores. Em muito breve", disse Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos.

Guaidó fez tal promessa em um gigantesco protesto em Altamira, no leste de Caracas, onde milhares de pessoas se manifestaram contra Maduro e o apagão que desde a quinta-feira passada paralisa o país.

"É possível! É possível!", gritou a multidão no terceiro dia de feriado decretado por Maduro devido ao apagão, que Maduro atribui a uma sabotagem dos Estados Unidos para tirá-lo do poder.

"Com valor e com força peço que confiem em vocês, que a Venezuela vai sair da escuridão, que o fim da usurpação está muito próximo", disse Guaidó para a multidão.

O presidente do Parlamento anunciou uma nova mobilização nacional para pressionar a saída de Maduro, declarado "usurpador" pelo Legislativo por assumir um segundo mandato fruto de "eleições fraudulentas".

O dirigente reafirmou que não duvidará em aplicar o artigo constitucional que autoriza uma intervenção estrangeira no país, sendo ovacionado pela multidão.

"Sem dúvida virão dias difíceis, mas serão dias determinantes (...). A escuridão espalhada por este regime, por estes assassinos, não apagará a pressão contra a ditadura".

Internacional